A Oração VI - úntimo da série

  No estudo que estamos fazendo sobre a oração, além de uma introdução, refletimos sobre onde orar, quando orar, assuntos para a oração, como orar e as condições relacionadas com a oração. Antes de concluir, não podíamos deixar  de falar sobre possíveis obstáculos à oração, ou melhor, coisas que são empecilho à oração. Além disso, é bom que pensemos sobre a oração ligada às promessas Divinas; só então cuidaremos de dar uma conclusão, sem a idéia de termos esgotado as indagações todas com ele relacionadas.

         No trato com os empecilhos às orações, o primeiro que nos vem à mente é a incredulidade, e para isso, passamos a esta citação de Tiago 1: 6, 7: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa”.

         Outro empecilho é a falta de espírito perdoador. Vale a pena recordar esta palavra de Jesus: “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que o nosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas” ( Mc. 11: 25).

         Dos salmos tiramos o ensinamento de que a iniqüidade cria embaraço às nossas orações, como está escrito no Salmo 66: 18: “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”. Isto é a convicção de toda alma simples, não sofisticada, o que é confirmado por muitas outras passagens bíblicas – Prov. 15:29; Is. 1: 15; João 9: 31. Esta última passagem registra o que pensava o cego de nascença que Jesus curou: “Nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”.

           Orações inoportunas, isto é, orações e súplicas com motivos errados ou fora da vontade de Deus também são embaraçosas. Neste ponto voltamos a citar Tiago que escreve: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. (Tig. 4: 3).

          A   garantia   das  respostas   positivas  às   nossas  orações  está  nas promessas relacionadas com as  petições, assim: “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis” (Mc. 11:24). Aqui está uma promessa que condiciona a resposta desejada, na petição: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo que quiserdes, e vos ser feito” (Jo. 15:7). A condição para receber é pedir assim: “Não estejais inquietos por coisa alguma, antes as vossas petições sejam conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças” (Filip. 4: 6).

           Podemos concluir que as orações podem ter resposta sim, não e espere. Por sua grande misericórdia Deus age em relação às nossas petições: “E será que antes que clamem, eu responderei, estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is. 65: 24). Entretanto, estamos certos que sua resposta  ‘não” pode estar implícita, como aconteceu com Paulo que orou três vezes para que fosse retirado dele “um espinho na carne”, e em resposta às suas petições o Senhor lhe disse: “A minha graça te basta”. É bom ler II Cor. 12: 7-10. Um exemplo de oração prontamente respondida de modo positivo foi a do Publicano: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador” . “Este desceu justificado para sua casa” (Luc. 18: 13ª, 14ª).

           Não cremos que se aprenda a orar pela leitura de livros e artigos sobre o assunto. O certo é que devemos orar sem cessar. Ao mesmo tempo, devemos ter em mente um constante espírito de gratidão por bênçãos recebidas em resposta às nossas orações, mesmo sem lhe pedirmos alguma coisa.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt