Panorama dos Evangelhos I
Um Retrato dos Evangelhos de Jesus Cristo

O prometido e esperado por todo o povo de Israel já veio ao mundo. Todos os profetas pré-disseram sua vinda. Seu nome é Jesus Cristo, o Senhor, Salvador e Mestre. Os profetas asseguravam que o prometido Redentor de Israel, o Messias, viria e devia ser o Rei dos Judeus. A esperança Messiânica se aprofundou no interesse patriótico, e certamente esperavam o Rei com pompa e poder. O profeta messiânico, como é conhecido o profeta Isaías refere-se ao rei que haveria de vir nestes termos: "Portanto o Senhor mesmo nos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel" (Is. 7:14).

Os evangelhos nos apresentam a Jesus em nosso meio. O apóstolo João escreveu: "O Verbo se fez carne o habitou entre nós" (Jo. 1: 14). Ele apresenta Deus assumindo a fornia humana, a natureza humana, para conviver com os homens, no mundo. Assim ele pode explicar e interpretar com perfeição Divina a Deus-Pai ao mundo perdido na linguagem do homem, e dele ter compaixão Divina.

São quatro os evangelhos. A respeito dos quatro evangelhos uns poucos fatos devem ser conhecidos de todos aqueles que desejam saber mais de Jesus.

1 - Primeiramente precisamos saber que os evangelhos não são uma biografia de Cristo, isto se tornou evidente ao observarmos que pouco apresentam da sua infância e juventude, por exemplo.

2 - Eles tratam a história do seu trabalho redentivo operado em sua vida e morte e ressurreição. Estes evangelhos assemelham-se um ao outro, diferindo-se nas informações que os distinguem. Isto é assim, porque cada evangelho foi escrito com propósitos diferentes um do outro. Cada evangelho, portanto, é mostrado com a esperança de esboçar o propósito e consequentes peculiaridades.

Evangelho significa "boas novas". Boas novas sobre Jesus, o Filho de Deus são dadas por quatro escritores inspirados pelo Espírito Santo: Mateus, Marcos, Lucas e João. É bom saber que "evangelho" não é nome de um livro.

A palavra "evangelho" nunca é usada nem na forma nominal e, nem na forma verbal no evangelho de João. E só Marcos introduz seu livro como se lê no grego com designação de ευανγέλιον,nesta frase: ευγγελίου Ιησου Χριστου. Contudo, desde os primeiros tempos, o termo "evangelho"tem sido aplicado a cada uma das quatro narrativas que registram a vida de Cristo. Mas as boas novas de salvação preenchem o conteúdo destes escritos sobre Jesus.

Naturalmente, no princípio, as boas novas foram transmitidas oralmente. Cada um contava para o outro a bela história da redenção. Mais tarde a reportagem sobre os fatos da revelação do amor de Deus ao mundo tornou-se necessária ser escrita. Muitos tentaram fazer isto. Lucas escreve: "Tendo muitos empreendido pôr em ordem a narrativa dos fatos que entre nós se cumpriram"..."Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los". (Luc. 1:1-4).

Só um ou dois dos escritos não teriam dado um quadro completo da vida de Cristo. Os quatro escritos se completam. Os estudiosos classificam assim os evangelhos, pelo pensamento central que expressam.
Mateus apresentou a Jesus como Rei. Marcos o apresenta como servo; Lucas mostra Jesus como Filho do Homem e João distingue Jesus, o Verbo encarnado, como Filho de Deus.

Cada evangelista em seu escrito desenvolve um distinto relacionamento da vida de Cristo. É o desenrolar desta particular visão do trabalho de Cristo que estampa e desenha sobre cada livro, e os distingue um do outro. Eis uma boa razão para serem quatro os escritos e não um só.

Apesar da amplitude desta introdução o propósito deste trabalho é um apanhado geral sobre o evangelho de Jesus Cristo, segundo o apóstolo João.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt