Panorama dos Evangelhos V - O Evangelho de João - |
Todos sabemos que promessa é dívida, e o bom pagador honra-as sempre. Dissemos que neste artigo mostraríamos que o apóstolo João ensina método claro e natural de alcançar pessoas para Cristo - João 1: 35-51. Primeiro ele narra como João Batista, vendo Jesus que ia passando, j mostrou-o a dois de seus discípulos, dizendo-lhes: "Eis aqui o Cordeiro de s Deus" (v. 1 e 2). Tudo começa com um contato pessoal. É importante notar que João Batista não levou em conta a possível perda desses discípulos. O método aí ensinado resulta em colocar pessoas em contato pessoalcom Jesus. Ninguém busca a Jesus em vão, visto que o Verbo se fez carne i para levar pessoas à glória do Pai. Assim, a estrela da manhã se deixou | ofuscar pelo brilho do sol da Justiça - Jesus. João Batista estava cumprindo seu papel de precursor de Jesus e o fez com excelência. André ouviu João Batista pregar (1:40). Não ficou quieto, mas testemunhou este sublime conhecimento a Simão Pedro, seu irmão. Não é tarefa fácil de alcançar êxito no círculo familiar (1:41). André tentou e foi feliz. Por outro lado, precisamos começar com os que estão ao nosso alcance. Importa testemunhar experiência a outros com o propósito de os levar ao conhecimento de Jesus. Jesus é o que está mais interessado em fazer amizade e servir-se de pessoas para levar outros aos seus pés. Ele mesmo chama pessoas, como fez com Filipe: "Achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me" (1:43). O testemunho de um amigo é importante e significativo. Filipe despertou o interesse de Natanael pelo mesmo método de chamar: "Vem e vê" (1:46) porque Natanael expressou dúvida sobre se poderia vir alguma coisa boa de Nazaré. Isto nos faz lembrar de quanto é valiosa nossa influência pessoal. João não abre sua exposição do evangelho na cena da manjedoura em Belém, mas deixa claro que o Cristo Divino, antes que os mundos fossem formados ele estava no seio do Pai: "No princípio". Jesus era o Filho de j Deus, porque disse o escritor inspirado: "O Verbo se fez carne e habitou | Ele não era homem, mas veio a ser homem pelo plano de salvação procedente da Trindade. Em Jesus temos Deus - homem. Sendo Deus, Jesus habitou entre nós por 33 anos. Assim ele pode tocar no homem e ser tocado por ele. Segundo João, os judeus não o receberam na qualidade de Redentor, de dono. Não lhe deram boas-vindas: "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam" (1:11). É claro que nem todos o rejeitaram. Em João 1:13 está expresso o que não é salvação, veja só: "Não nascer da carne, nem do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus". É pelo novo nascimento que somos feitos "filhos de Deus". Nascer da carne não é tudo, ainda que necessário também. A salvação não é hereditária, não passa naturalmente de pai para filho. Por mais que eduquemos e formemos uma cultura moral elevada, não atingimos com isso o campo espiritual. Não é da vontade do simples desejo humano. Para a salvação também está desclassificado o prestígio ou a influência humana em si. "Não da vontade do homem". João é expressivamente claro e simples ao mostrar que a salvação vem de Deus. Então, Deus veio em Cristo para redimir os escravos do pecado. Todos os que crêem em Cristo como seu Salvador pessoal e Senhor recebem a salvação e disto tem consciência. Na continuidade da nossa observação sobre o claro propósito do evangelho de João é indispensável reler João 20:31: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome". Para cumprirmos este propósito é justo e bom apresentarmos nossos amigos a Jesus, desejando que isto resulte na salvação dos nossos amigos e glorifique a Deus. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |