A Fé - o lado humano da salvação - VII - último |
Ao concluirmos esta série de estudos sobre a fé julgamos oportuno relembrar os tópicos que usamos para o desenvolvimento desta matéria. Na introdução, dissemos que a fé é fundamental para uma declaração formal da crença cristã e para a conduta de cada cristão, pois os salvos o somos pela fé (Ef. 2: 8) : "pela graça sois salvos por meio da fé "afirma o apóstolo Paulo. Ao definirmos fé, fomos diretos ao assunto, citado no tratado aos Hebreus que diz: "A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem". (Heb. 11:1). Deixamos claro que a fé que salva é a confiança pessoal em Jesus Cristo como Salvador, Senhor e Mestre, sendo ele o único e bastante nessa capacidade, bem como em todas as coisas: "Cristo é tudo em todos". Abordamos a necessidade da fé. Todos necessitamos de exercer fé para vivermos em sociedade, e é assim que todos vivem. Especialmente no relacionamento com Deus para o perdão, justificação, reconciliação, santificação e glorificação, o exercício da capacidade de crer na obra redentora de Cristo é indispensável sabendo-se que sem fé é impossível agradar a Deus. A fé responde a pergunta sobre como alcançar a salvação eterna. "Crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo" (At. 16: 31). Também não deixamos de apreciar a natureza da fé que pode ser apenas intelectual, a fé no Cristo histórico; contudo, é necessário que haja fé no coração, no sentimento para com Deus no seu propósito salvífico. Aí o Jesus humano torna-se para o crente o Cristo Divino. Sobre a origem da fé, mostramos que como capacitação, ela é oriunda de Deus, como está escrito: "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" (Heb. 12: 1). O uso da fé como capacidade é que fica sob o poder do livre-arbítrio, e a responsabilidade dos resultados. Se a Trindade é a sua fonte, e para aumentá-la valemo-nos da oração para suplicar: "Senhor acrescenta-nos a fé". O maior conhecimento de Deus alarga a nossa fé. Temos na Escritura que "o justo por sua fé viverá" (Hab. 2: 4). Assim são compreensíveis as expressões: "Homens de pequena fé" (Mat. 6: 30); "Mulher, grande é a tua fé"(Mat. 15: 28), "Onde está a vossa fé?" (Luc. 8: 25). A fé deve ter por alvo a Jesus Cristo como Salvador pessoal, "pois cada um dará conta de si mesmo a Deus". Um ponto que merece nossa atenção é que a nossa fé não é perfeita, mas o amor de Deus é maior que a nossa fé. Os discípulos não puderam curar um lunático, então perguntaram a Jesus qual a razão. Ele lhes respondeu: "Por causa da vossa pouca fé"; "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá - e há de passar; e nada vos será impossível" (Mat. 17: 20). Deste modo Jesus atribui uma espécie de onipotência à fé. Os discípulos haveriam de fazer maiores obras do que Jesus , exceto a obra redentora.(João 14: 12). De fato o fizeram dentro e fora dos limites da Palestina. As páginas do Novo Testamento o comprovam. Deus não quer a perdição de ninguém, mas muitos irão para o sofrimento eterno, havendo para isto uma razão simples: "A palavra da pregação pouco lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram" (Heb. 4:2). Então deve ser motivo de oração para que a palavra dada nos sermões, no ensino das lições da Escola Dominical e na conversação evangelística seja misturada com a fé da parte daqueles que ouvirem. Devemos ter fé para pregar a Palavra, na base da fé receptiva dos ouvintes. A grande questão não é "que posso fazer?", mas "quanto posso crer?" Jesus declarou ao pai do jovem lunático: "Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê". "Senhor, eu quero crer, ajuda a minha incredulidade e acrescenta a minha fé. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |