Depois de termos apresentado uma definição do "Dia do Senhor”, em um sentido original e sua significação no Antigo e no Novo Testamento, agora é próprio seguirmos a observação do dia do descanso sob a Lei. No Velho Testamento este dia é designado Sabbath.
A observação do Sabbath sob a Lei era tão importante e significativa a guarda de um dia de descanso que mesmo os servos e o gado eram forçados a observar o Sabbath, conforme o livro de Êxodo 20: 10: "O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem tua serva; nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas".
É importante notar que de modo nenhum o trabalho deveria ser feito no dia santificado ao descanso, no dia do sábado, com este detalhe: a comida deveria ser preparada no dia anterior- na sexta-feira.
Este descanso em sua abrangência incluía os negócios, pois nenhuma compra deveria ser efetuada no dia de Sabbath, conforme se deduz desta passagem do livro de Neemias: "E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado de suas fazendas, e qualquer grão para venderem, nada tomaríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e livre deixaríamos o ano sétimo, e toda e qualquer cobrança" (Neem. 10:31). É bom notar que este livro foi escrito já no 5° Século antes de Cristo. Ao lermos Neemias 13: 15-17 fica claro que o profeta está destacando abusos que deviam ser removidos e restaurada a observação do Sabbath.
Nenhuma carga podia ser carregada no dia dedicado ao descanso. O profeta Jeremias expressa a idéia da santificação do Sabbath, dizendo: "Assim diz o Senhor: "Guardai as vossas almas, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém" (Jr. 17:21).
O trabalho da colheita também não deveria ser feito no dia santificado ao descanso, como está escrito: "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; na aradura e na sega descansarás" ( Êxodo 34: 21), um dia em sete de trabalho devia ser separado para o descanso. Este sétimo dia, separado para o descanso bem aplicado promove o bem social, e é bom para a saúde.
Esta questão lá no Velho Testamento era regida por Lei, s a pena era capital por sua transgressão. Um homem foi achado apanhando lenha. Foi levado a Moisés que consultou o Senhor. Então o Senhor disse a Moisés: "Certamente morrerá o tal homem" (Num. 15: 32 - 36). Foi um castigo pessoal e exemplar. Toda vez que se relaxa a aplicação da lei, a impunidade se Instala, e dificilmente se poderá evitara violência em todos os seus aspectos.
A lei do Sabbath era em favor do próprio homem em particular e da sociedade em geral. Mas nós que vivemos no tempo da graça, indagamos sobre qual o nosso procedimento e se há alguma observação a ser seguida. A ênfase estes artigos é mostrar que estamos diante de um princípio estabelecido por Deus, o Criador. Uma coisa é certa: princípio não se muda. Então ainda é certo observarmos a guarda do sétimo dia para descanso depois seis dias de trabalho? Qual é mesmo a atitude de Cristo relativamente ao Sabbath, o dia do sábado, o dia consagrado ao descanso? Trataremos disto no próximo artigo.
É justa e sábia essa indagação porque está escrito que "o Filho do Homem é Senhor até do sábado" (Mat. 12: 8). Jesus mesmo disse: "O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado" (Mc. 2: 27). |