CONFISSÃO DE CRISTO - III |
Ao pensar em como confessar a Cristo estaremos nos detendo nos métodos do desempenho deste importante dever do crente. Uma maneira de fazê-lo é publicamente na igreja em sua assembléia regular, numa reunião de oração, num encontro de jovens em culto. Essa confissão poderá ser feita aos amigos e irmãos na fé, aos pais e vizinhos e na conversação diária. Pode-se confessar a Cristo publicamente pelo batismo, para tornar-se membro de uma igreja fiel a Cristo, conforme os ensinos, especialmente, do Novo Testamento, onde temos os ensinos de Cristo e dos apóstolos. Confessar a Cristo por unir-se a uma igreja verdadeira, espiritual cristamente ativa, bem disposta e preocupada com a expansão do reino de Deus. Comumente, deve-se confessar a Cristo pela constante assistência aos cultos na igreja, às assembléias e à comunhão pela Ceia do Senhor “até que ele venha”. Talvez o mais difícil, ainda que essencial seja o simples testemunho da nossa fé na obra redentora de Cristo aos nossos amigos, parentes e aos estranhos. Tratamos ligeiramente dos métodos da confissão de Cristo, mas isto nos conduz à preocupação com relação à freqüência dessa confissão. De fato não basta confessar a Cristo uma vez, porque se trata de algo que devemos fazer repetidamente. Podemos dizer, sem medo de errar, que a vida cristã não confessada, não parece ser legítima, e corre o risco de enfraquecer até a morte. Lemos em Jeremias o seguinte: “Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome; Mas esta Palavra foi em meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou fatigado de sofrer, e não posso” (Jer. 20: 9). Esta é a experiência de cada verdadeiro crente que queira limitar seu testemunho. Um fogo não pode estar escondido. Deve revelar-se. Um crente deve confessar a Cristo repetidas vezes. A propósito, lembro-me agora da palavra do apóstolo Paulo ao escrever aos Coríntios sua primeira epístola em que ele diz: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho”. (I Cor. 9: 16). Outro ângulo do nosso dever da confissão de Cristo é a quem devemos nós testemunhar. A leitura de Atos dos Apóstolos mostra a vontade de Jesus, tendo em primeiro plano os apóstolos; diz assim: “Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At. 1:8). Os discípulos deveriam testemunhar a todos da ressurreição de Cristo, Jerusalém era o ponto de partida; a Judéia a província; Samaria o país vizinho, e então a ampla visão do mundo gentílico. Mas a palavra de ordem dada por intermediação do anjo do Senhor é esta: “Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida” (At. 5: 20). Eles eram testemunhas para testificar a todos os povos. Nossa principal responsabilidade é testemunhar para os nossos parentes e amigos. Então, mais tarde nosso círculo de influência crescerá e alcançará mais e mais pessoas. Além disso, hoje, pelas juntas especiais de missões, podemos ir da nossa cidade para o nosso Estado, para o país inteiro e para o mundo, o que fazemos através das orações e contribuições. Isto devemos fazer enquanto é dia, isto é, enquanto temos oportunidade, porque a noite vem, quando não mais se poderão atuar nos campos brancos para a ceifa. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |