BATISMO V

Ainda pensando no MODVS OPERANDI, a prática, a maneira de fazer, de celebrar o batismo, propositadamente pouco ou nada trataremos sobre aspersão e de coisas relacionadas com o batismo infantil, porque batismo é imersão e, no Novo Testamento a imersão é para quem crê em Jesus como seu Salvador pessoal, tendo capacidade de declarar sua fé. Isto é indubitável na leitura do Novo Testamento. E, como batismo não faz parte do evangelho da salvação, cabe aqui então introduzir leve discussão sobre a salvação das criancinhas, se morrerem na sua infância.
O fato é que a salvação da alma humana sempre é baseada no sacrifício redentor de Cristo Jesus, em todos os tempos. Assim podemos afirmar que uma criança não é responsável pelo pecado dos pais - "Cada um dará conta de si mesmo a Deus" - Com acerto podemos dizer que uma criancinha não é salva, mas pode ser salva se vier a falecer antes do tempo da razão, quando poderá exercer o mal em plena consciência.
Uma criancinha tem sua segurança espiritual no sacrifício propiciatório de Jesus, conforme escreve o apóstolo João: "Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pêlos nossos, mas também pêlos de todo o mundo" (l João 2: 1, 2). E o mesmo apóstolo diz que "o sangue de Jesus Cristo seu Filho nos purifica de todo o pecado" (l João 1: 7).
Finda esta digressão, é oportuno repetir que batismo é imersão, conforme o original grego. A imersão, portanto é a doutrina do Novo Testamento, considerando o ensino de Cristo e dos apóstolos. É isso mesmo que é aceito e praticado como modelo de batismo não só no Novo Testamento, mas também, no exercício da prática fiel ao Novo Testamento, na história das igrejas mais apegadas ao texto bíblico novotestamentário. É uma questão de obediência ao ensino inspirado.
Nesse sentido é bom reportarmo-nos a textos referentes ao batismo no Novo Testamento. Está escrito em Mateus 3: 16: "...E sendo Jesus batizado, saiu (subiu) da água". A figura não é de alguém que está na beira do rio, porque ele não levantou do rio, mas "da água", nem de que estava no rio e lhe foi derramado a água de uma vasilha na cabeça, como mostram filmes de origem católica e protestante. Outra passagem a ser recordada é Atos 8: 38, 39 com estes dizeres: ..."E desceram ambos à água..., e o batizou". "E, quando levantaram (α̉νέβησαν) de dentro para fora da (ε̉κ) água".
De acordo com Paulo aos Romanos 6: 1 - 13, imersão é certamente, o mais perfeito retrato da morte, sepultura e ressurreição. O crente imerso na água é um sinal para o mundo que ele morreu, foi sepultado, ressuscitou, e agora vive por Jesus. O mesmo apóstolo retoma à figura do batismo, "nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos". ( Col. 2: 12). É tão importante o modo do batismo bem como a significação espiritual interior.
E não é demais atentar para o fato de que há um só batismo, aquele, cujo conteúdo é constituído daquela única "fé que uma vez foi dada aos santos" pela qual somos exortados a batalhar.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt