A Invocação de Santos e Anjos

A mãe de Jesus, enquanto homem, a Virgem Maria, não é o único ser a quem a Igreja Católica concorda em prestar culto devido somente a Deus. "Santos" e anjos são colocados nesta posição da mais elevada honra. Cada Igreja Católica individual, cada localidade, cada país, cada profissão e comércio, e cada dia tem seu santo patrono, que é considerado alvo de preces na expectativa de seus devotos receberem auxílio na hora da necessidade. A Virgem Maria na figura da Senhora da Aparecida tem sido constituída a padroeira do Brasil, como, St. George é patrono da Inglaterra, St. Denis da França, St. Patríck da Irlanda, St. Nicolaus da Holanda etc.

O Concílio de Trento trata da Honra e Invocação dos santos anjos assim: "O Santo Sínodo ordena a todos os bispos e outros que detém o ofício e a função de ensinar que: (...) "de acordo com o consentimento dos Santos Padres, e dos decretos dos sagrados Concílios, especialmente, instruam fiel e diligentemente concernente à intercessão e invocação dos santos; (...) ensinando-lhes que os santos que reinam juntamente com Cristo oferecem suas orações a Deus pelos homens: Que é bom e útil humildemente os invocar, e terem recurso as suas orações, e auxílio, e ajuda para obter benefícios de Deus, através de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor, que é nosso único redentor e Salvador(...)"(Sessão XXV Of. Philip Sahaff, Creeds of Christendom, Vol. II - 1896 pp. 199-200).

A concepção de "Santos" pela Igreja Católica é muito diferente da que é apresentada no Novo Testamento. Roma restringe a palavra santos aos Apóstolos, Mártires, os canonizados pelos Papas, e a todos que têm deixado o Purgatório e estão agora supostamente "reinando com Cristo" na glória. Contudo, veneração pública é dada somente aos beatificados e canonizados pela Igreja. No Novo Testamento, entretanto, a palavra "santos", sempre significou aqueles que são fiéis a Jesus Cristo (II Cor. 1: 1, Judas 14; Ef. 1:1, Filip. 1: 1; Col. 1:2).

A partir do Novo Testamento, santo não é um título de uns poucos iminentes e notáveis, que uma Igreja em particular escolheu e dignificou, mas todo aquele que "ama o Senhor Jesus sinceramente".

A prática da Igreja Católica, de buscar a intercessão dos santos anjos é diametralmente oposta ao mandamento do Espírito no Novo Testamento. Esta prática teve sua origem na comemoração da morte de mártires, e, em segundo lugar, através do influxo de pagãos depois da união da Igreja com o Estado, no tempo de Constantino.

Em conseqüência, o serviço a santos e anjos tem lugar no costume, mas não são indicados por Deus como intercessores entre Ele e os homens. "Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens" (l Tim. 2: 5). As razões deste nosso ensino é simples:

Quatro vezes a adoração às criaturas é imediatamente repugnada. (At. 10:25, 26; 14: 12-14; Apoc. 19:10; 22:8,9). Assim a adoração de anjos é claramente proibida nas Santas Escrituras, não somente nos Dez Mandamentos, mas também em Col. 1:8; Juízes 13:16, porque são seres criados. As Escrituras restringem a matéria de adoração à Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo. O serviço de adoração aos santos, não passa de idolatria, e é quase sempre conectado com a presença e culto de imagens, nas igrejas, em medalhas, etc. No Novo Testamento em lugar nenhum trás ensino e prática de petições e ações de graças dirigidas a Estevam, apedrejado, ou a Tiago, morto a espada, como os primeiros mártires do cristianismo. Não há ensino inspirado pelo Espírito Santo que nos leve a sentir necessidade de orar aos mártires e aos anjos; pelo contrário. "Não faças tal, adora a Deus"

Pr. José Alves da Silva Bittencourt