VIDA CRISTÃ VITORIOSA V - último da série

          Sem a convicção de vitória sobre os obstáculos da vida não há auto - estima e nem felicidade. O estímulo para viver está na percepção de que é um vencedor: sobre a doença, sobre os estudos, sobre os problemas do lar, sobre os negócios, e, especialmente sobre a vida moral e espiritual. De tudo isto, então, resulta o bom ânimo de que falou Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

          Neste ponto resta-nos a indagação sobre o requisito necessário à vida vitoriosa. Se é verdade que já estou morto para o pecado juntamente com Cristo, então há somente uma coisa  para eu fazer que é render-me a Deus. Lemos no livro dos Salmos: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Sal. 37: 5).

          O apóstolo Paulo escrevendo sobre a graça que não deixa permanecer no pecado, mas nos livra do poder do mal, assim se expressa: “Nem tão pouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumento de iniqüidade: mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumento de justiça” (Rom. 6: 13).

          Ele exorta os crentes para que assumam sua posição de fé como novas criaturas–“vivos dentre os mortos”. Os crentes agora estavam vivendo no contexto da ressurreição, sobre o lado vitorioso da cruz. O pecado e o mundo não têm mais poder dominante sobre o crente. Daí o conflito que antes não existia – “estáveis mortos”. Sobre isso o crente não tem de lutar; não pode. Em vez disso, deixa esta luta e vitória à mais poderosa força – o poder do Cristo ressuscitado. Ele opera em nós, por nós, e com todos nós na militância da fé, a cada momento do dia. Ele vive e reina; por ele nossa vitória é certa. O apóstolo Pedro admoesta: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Ped. 5: 7).

          A vida vitoriosa existe em potencial, e constitui uma escolha – Vida ou morte; vitória ou derrota. Isto quer dizer que cada pessoa precisa escolher ter uma vida vitoriosa e lutar por ela.

           Como cristão,  tenho em mim a minha própria livre vontade. Se escolho ser vitorioso, certamente posso alcançar este nobre ideal cristão como dom da parte do Senhor. Não é justo que nos acomodemos a constantes derrotas, se o poder está ao nosso alcance – “A minha graça te basta”.

           Paulo adverte-nos em sua epístola aos Romanos ao escrever: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Rom. 6: 16).

           O mesmo apóstolo diz que fomos redimidos e somos livres: “Liberados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rom. 6: 18). Assim com toda a liberdade o crente deve aplicar  “seus membros para servirem à justiça para a santificação” (Rom. 6: 19). A maldade só gera maldade.

           A exortação do verso 22 de Rom. 6 é lógica em seu enunciado, pois ele escreve: “Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tende o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna” (Rom. 6: 22).

           Em conclusão podemos lembrar I João 1: 9, e termos o conforto pelo fato de vivermos sendo constantemente purificados pelo sangue de Jesus Cristo. Apesar das vitórias do passado ainda há vitórias a serem ganhas. Nossa confiança deve estar sempre posta em Jesus. Não é justo que nos esqueçamos da obediência aos ensinamentos do Espírito. A vitória precisa ser vivida aqui e agora. Isso deve ir além do conhecimento doutrinário, chegando a conhecer a bênção da vitória experimentalmente.

           A vida cristã tem este grito de vitória: “Não mais eu vivo”. Agora, eu “vivo na fé do Filho de Deus, o qual me amou” (Gal. 2: 20). O sentimento de gratidão a Deus pela vida vitoriosa é sua legítima característica.

 

Pr. José Alves da Silva Bittencourt