Panorama dos Evangelhos
Marcos XIII

 

O fim do ministério de Jesus se aproxima cada vez mais. Agora já podemos contemplar o nosso Redentor à sombra da cruz. Neste capítulo 14 de 72 versículos as ações de Jesus nesses últimos dias e horas antes da sua crucificação mostra sua consciência do compromisso com relação ao caminho da cruz.

 

O conteúdo do Evangelho de Marcos no capítulo quatorze pode ser apreciado sob os seguintes tópicos: A conspiração para matar Jesus (14: 1-2). A unção em Betânia (14: 3-9). O preço da traição (14:10 e 11). A última ceia pascoal (14: 12 -25), envolvendo a preparação (14: 12 - 16), a predição da traição (14: 17 -21) e a Ceia do Senhor (14: 22 - 25). A predição da negação de Pedro (14:26 - 31). A oração no Getsêmani (14: 32 - 42). A prisão de Jesus (14: 43-52). Jesus perante o tribunal dos judeus (14: 53-65). Pedro nega a Jesus (14: 66-72).

 

O Sinédrio procurava como poderiam prendê-lo por meio de alguma astúcia e condená-lo à morte (v. 1). Os escribas e os principais dos sacerdotes disseram: "Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo" (v. 2).

 

A Páscoa comemorava o livramento de Israel da escravidão egípcia. Durante este tempo os sentimentos estavam exaltados; a atmosfera estava explosiva. Seria bom não provocar levantes, motins e outras manifestações.

 

As autoridades judias estavam conscientes de que a prisão de Jesus poderia precipitar um tumulto. As autoridades romanas também tomaram precauções especiais. Soldados especiais foram destacados de Cesárea para Jerusalém na Páscoa onde e quando a paz era insegura.

Jesus tinha - se dirigido aos amigos das cercanias de Betânia. Os versos 3-9 relatam o delicado ato de unção por uma mulher na casa de Simão.

 

O precioso unguento derramado sobre ele era avaliado em trezentos denários. Um denário era igual ao salário de um dia de trabalho.

 

Jesus defendeu Maria quando sobre sua atitude levantava alguma murmuração dizendo: "Deixai-a... Ela fez-me boa obra" (v.6).

 

Judas ajuntou-se aos principais sacerdotes, procurando entregar Jesus (v. 10). Uma soma de trinta moedas de prata foi o contrato para este serviço (Mi. 26: 14 e 15).

 

A Ceia do Senhor foi instituída (vs. 12 - 25). Os detalhes foram cuidadosamente arranjados (vs. 12 - 16). Na Ceia o anúncio da traição foi feito (vs. 17-21). "Um de vós... há de trair-me" (v. 18). Era a última celebração de Ceia até que de novo o fizesse no reino de Deus já instalado com sua morte e ressurreição (10:22-25).

 

Os versos 26-31 prediz a triste negação do grande discípulo. Jesus disse que todos se escandalizariam nele (v.27). Pedro reagiu dizendo que todos poderiam negá-lo, menos ele (v. 29). Quão fracos se mostrariam os melhores homens. Mesmo Pedro, Tiago e João dormiram durante a agonia do Senhor no Jardim (vs. 33, - 37).

 

A traição e prisão de Jesus (vs. 43-52) mostraram a capacidade da depravação humana. Judas o traiu com um beijo. (vs. 44,45). Jesus é zombado, ironizado. Interrogado pelo sumo sacerdote, confirmou que era o Cristo, Filho do Deus Bendito (vs. 53-65). Pedro nega a Jesus três vezes (vs. 66-72. Em Suma:

 

1. Jesus enfrentou a morte com determinação. Sua morte não o tomou de surpresa. Ele sabia que a morte pelo pecado do mundo constituiria o caminho da vida eterna para os pecadores arrependidos.

 

2.   A Ceia do Senhor é o memorial do amor sacrificial de Cristo. É um convite aos cristãos para renovar seu amor por seu Salvador.

 

3.   Desprezadores da vontade de Deus encontram meios para o descrédito daqueles que suportam tudo pela verdade.

 

Pr. José Alves da Silva Bittencourt