Panorama dos Evangelhos - VI

- O Evangelho de João -

Convem-nos, atentar para a maior abrangência possível no estudo destes últimos capítulos. Nossa visão está focada no Ministério Público de Jesus, o que nos leva a ler João 1:19 - 12:50. Parte desta leitura já fizemos com o melhor aproveitamento possível, julgo. É preciso crer em Jesus como Filho de Deus para ter vida eterna.

Temos sete importantes testemunhos de que o Jesus humano era o Cristo - Divino, isto é, que Cristo era Deus. Para irmos diretamente ao assunto, João Batista foi o primeiro a testificar dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus" (1: 36). "Por ocasião do batismo de Jesus, João Batista viu o Espírito descendo e permanecer sobre o batizando e dá ênfase ao seu testemunho dizendo: "Eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus" (1:34). Assim, seu testemunho pessoal é: "Este é o Filho de Deus".

Desde o começo, Cristo se revela como o Filho de Deus por suas palavras, e por seus feitos. O primeiro sinal de sua Divindade foi dado pelo ato de transformar a água em vinho (2: 1 - 11). Vinho da melhor qualidade para os bons entendedores - o mestre-sala, por exemplo: "tu guardaste até agora o bom vinho"(2: 4-11). Ele ordenou o que devia ser feito. Os serventes fizeram conforme as palavras do Mestre e o milagre se deu. Este sinal da sua Divindade foi logo aceito por seus discípulos que se convenceram de que Jesus era mesmo o Messias (2: 11).

Outro testemunho que Jesus deu de sua Divindade está registrado em João 2: 10 - 16. Malaquias profetizou: "E de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto a quem vós desejais; Eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos" (Mal. 3: 1,2). "Mas quem suportará o dia da sua vinda?"

Jesus dá sinal do seu poder Divino na purificação do templo, ao expulsar os vendilhões do templo, dizendo: "Minha casa é casa de oração e vós tendes feito dela covis de ladrões". Pelo profeta Oséias 6: 6 o Senhor declara: "Eu quero misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos". Se João diz que Jesus é o Cordeiro, está substituída a hecatombe de sacrifícios animais. Os judeus pediram o sinal da sua autoridade para que? Então Jesus lhes responde: "Derrubai este templo, e em três dias o levantarei" (2:19). Jesus estava falando do templo do seu corpo (2:22). Isto se cumpriu com sua ressurreição. Os discípulos se lembraram das palavras do Mestre e creram em seu nome. A suprema prova da Divindade de Cristo é a sua ressurreição. Nesta altura, é recomendável ler Romanos 10: 9, 10. "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo . Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação".

É impressionante a lição sobre a vida eterna e o imensurável amor de Deus (Jo. 3: 16). E aqui é imposta a necessidade do milagre que nenhum poder e sabedoria humanos podem operar: "Necessário vos é nascer de novo"(Jo. 3: 7). Só o poder de Deus pode mudar o ser. E se isto não se der, nenhum ser humano pode herdar o reino dos céus.

Jesus, o enviado de Deus, tinha a plenitude do Espírito por isso que, falava as palavras de Deus: "Não lhe dá Deus o Espírito por medida"(3:34).

Condição para se conseguir o máximo da obra redentora de Cristo é crer nele, no que fez, no que ensina e no que promete. O que crê no Cristo Divino tem a vida eterna. A condenação de morte eterna em que se debate o homem é característica natural de quem não nasceu de novo. (João 3: 36).

Nem o conhecimento, nem as obras da Lei, nem o pertencer ao povo escolhido é suficiente para a salvação. "Necessário vos é nascer de novo".

Pr. José Alves da Silva Bittencourt