Uma das questões que não param de perturbar a mente humana é esta: Por que o sofrimento vem?
A mente cristã é taxativa em afirmar que o sofrimento humano vem por causa do pecado. É verdade. Com a entrada do pecado no mundo resultou em desequilíbrio. E não podemos negar que a própria natureza tem essa deficiência. O desequilíbrio ecológico tem causado muitos males. As pessoas de língua inglesa chamam a esses fenômenos da natureza física de Risks of God_ (Os Riscos de Deus) as tempestades, os relâmpagos, os furacões, as epidemias, as secas, etc.
A atuação do homem no mundo tem causado muitas e diversas modificações do seu meio ambiente, a ponto de afetar as estações do ano. O pecado está no homem. Este age e reage no trato com as coisas que o rodearam sob vários pretextos às vezes bem afetados por seu egoísmo peculiar.
Jesus encontrou o cego de nascença, no templo, a quem havia curado, disse-lhe: "Eis que já estás são, não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior" (João 5: 14). Por esta palavra de Jesus esta enfermidade, por inferência, foi resultado do pecado.
No Antigo Testamento Miriã, a irmã de Moisés é exemplo de sofrimento decorrente do pecado, como está escrito: "Miriã era leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã e eis que era leprosa" (Num. 1 2:10). A causa foi o pecado de murmuração contra Moisés, o servo do Senhor.
O Rei Asa na sua mocidade confiava em Deus, mas na velhice ele recusou a direção do Senhor, e em conseqüência, foi castigado com uma enfermidade nos pés. Está escrito no segundo livro das Crônicas 16:12, assim: "E caiu Asa doente de seus pés no ano trinta e nove do seu reinado: grande por extremo era a sua enfermidade, contudo não buscou a Deus, antes o abandonou".
O sofrimento vem para que a obra de Deus seja manifestada. É o próprio Jesus quem o diz, e o apostolo João registrou em seu Evangelho nestes termos: "E seus discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou este ou seus pais, para que nascesse cego?" A resposta de Jesus foi simples: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim, para que se manifestem nele as obras de Deus" (João 9; 2, 3).
Jesus deu essa chocante resposta: nenhum dos dois pecou, pois isso aconteceu para que Jesus pudesse curá-lo. De fato, a própria debilidade natural da humanidade leva o homem ao sofrimento. Jesus, então, se valeu desse defeito de formação genética e mostrou que o impossível para o homem é possível a Deus. Aí ele se mostrou Divino. Nesse momento o cego nem foi convidado a crer. Entretanto o povo pôde entender, quando Jesus declarou: "Eu sou a luz do mundo" (Jo. 8: 12). E, por inferência, ele afirmou que o mundo está em trevas. A outra lição dada nesse episódio é que Deus não mandou o sofrimento; pelo contrário, Jesus quer o bem de todos. O homem foi curado sem o requisito da fé, o que aconteceu mais tarde. (Jo. 9: 35 - 38).
O sofrimento vem para a glória de Deus. Sobre Lázaro Jesus declarou: "Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ela". (Jo. 11:4).
O sofrimento vem por obra do inimigo por permissão de Deus. Isso está claramente ensinado na experiência de Jó, no livro de Jó. O sofrimento mental do possesso de Gadara é também um notável exemplo que Marcos registra - 5: 1 -5. Uma mulher estava possessa por Satanás durante 18 anos. (Luc. 13:16). Temos em Atos dos Apóstolos 10: 38 que Jesus curou os oprimidos do diabo.
O sofrimento pode ocorrer por correção que Deus opera como nosso pai. Aí o sofrimento é uma bênção, porque "o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho" (Heb. 12: 6). É aconselhável a leitura de Heb. 12: 5 -13.
Ninguém deve se escandalizar com o sofrimento, e não deve perder suas lições. Se vem de Deus, pode ser um treinamento para tomarmos decisões corretas. Pode ser usado por Deus em seu plano como disciplina no preparo dos seus filhos para a vida, sabendo-se que alguns não obedecem por amor, senão pela dor. |