SEPARAÇÃO IV

Este é um assunto no qual não podemos ser determinados, definidos, peremptórios e absolutamente claros.

Podemos pensar na separação do tempo. Neste caso a coisa a fazer é indagar sobre quanto tempo devemos separar para o culto, para o trabalho, para o estudo, para a família e para o lazer. Dar tempo excessivo a qualquer um desses campos poderia ser inteiramente equivocado em relação à inteira duração de um dia ou da vida pêlos quais somos responsáveis.

O lazer geralmente agrada, inocente e divertido; contudo, alguns tipos são nocivos, prejudiciais, perigosos.

O esporte em sua maior parte é benéfico e saudável, mas, como é natural, deve-se atentar para o equilíbrio; isto é prudente, pois não se deve transformar o bem em mal.

Há vários tipos de divertimentos com elevados grau de mundanismo como danças, jogos de cartas, certas peças teatrais, revistas pornográficas, alguns passa-tempos, programas de televisão, o uso do fumo como vício, estilos modernos de vestir, especialmente, naquele hábito de um sexo imitar o outro; clubes, encontros, etc. É claro que nada disso é mencionado na Escritura nesses termos e arranjo. Em princípio a Escritura ensina com ênfase a vida em santidade, pureza de palavras e de atitudes, etc. Deste modo também não há instruções específicas.

Nunca é demais apreciarmos algumas normas a seguir e, pensando bem, podemos delinear três normas, oferecendo-as às considerações do leitor:

Em primeiro lugar, entendemos que são decisões e atitudes pessoais, de modo que não devem ser tomadas como uma imposição, mas para serem vistas e julgadas na medida da fé, isto é, dos nossos princípios, revelados na Palavra de Deus, provados e aprovados pela experiência dos servos e servas de Deus em todos os tempos e lugares. Devemos separar-nos daquelas coisas que servem para destruir a nossa fé em Deus, tal como a infidelidade o ateísmo, o indiferentismo, a idolatria, clubes e organizações político-partidárias que, por suas ideologias procuram congelar a fé no poder Divino e salvação da alma em Jesus Cristo.

Em segundo lugar, devemos conservar-nos separados daquelas coisas que constituem uma ameaça ao nosso testemunho. O nosso testemunho é uma das coisas mais preciosas que possuímos aqui na terra.

Em terceiro lugar, devemos separar-nos das coisas que contaminariam a minha vida moral e me conduziriam ao pecado. Se algum relacionamento prático é capaz de nos induzir ao mal, à imoralidade, a idolatria, ao pecado enfim, afastemo-nos dele para sempre. "Se teu olho te escandaliza, arranque-o". Se alguma prática causa-nos inclinação para desejos impuros e insanos, então, para mim, tais conexões podem levar-nos à pratica do pecado.

No próximo artigo tentaremos alinhar algumas regras gerais de procedimento adequado do crente em separação do mal, mas antes disso, lembremo-nos dessa observação do apóstolo Paulo: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (l Cor. 15:33); aos Efésios o mesmo apóstolo escreve: "Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe" (Ef. 5: 15).

Pr. José Alves da Silva Bittencourt