CONSAGRAÇÃO - IV

Na volta às considerações de Romanos 12: 1, conforme prometido, o relevo se prende ao que devo consagrar ao Senhor. Então o texto responde - "Os vossos corpos".

Assim entendemos que os nossos corpos devem ser dados a Ele como instrumento do bem, como o Senhor desejar aonde vierem a produzir maior glória para o nosso Senhor e Deus. Pensando bem, se somos mordomos, logo, não somos de nós mesmos. Nosso corpo tem sido redimido por Cristo, por meio do seu sangue, isto é, sua própria vida. Não é demais que lhe demos nosso poder físico; que lhe demos nossos pés para correrem céleres na entrega de nós mesmos a serviço de alguém; que lhe demos nossas mãos para as obras de benevolência e para levantar os caídos; dar-lhe os olhos para procurar o necessitado e o que está perecendo; dar-lhe os ouvidos para ouvir o grito do desamparado e procurar dar-lhe alento; dar-lhe o tempo, pois ele deve governar o uso do meu tempo. O meu programa de vida deve estar nas suas mãos.

Meu tempo de estudo, meu tempo de trabalho, meu tempo de lazer, tudo deve ser consagrado ao Senhor. Isto significa que a minha vida deve ser guiada pelo Senhor. O apóstolo Paulo tem esta expressão: "Remindo o tempo" (Ef. 5: 16; Col. 4: 5).

Devo dar-lhe meus talentos. Seja um ou dois ou cinco ou dez talentos, que sejam considerados como sendo do Senhor e eu um administrador desses valores. Deste modo a consagração a Ele, a minha habilidade para falar, para pregar, para ensinar, para ministrar a Palavra de Deus. A habilidade para cantar, para tocar um instrumento, dirigir o coro e a orquestra para a Sua glória. A habilidade para escrever livros, poemas, histórias; o Senhor deve ser honrado com isso. Também deve ser acrescentada a habilidade para orar, para ser intercessor, um dos maiores talentos à nossa disposição. Ainda  devemos  considerar  a  habilidade para liderança, coisa de grande necessidade nas  igrejas em todos os tempos. Atentar para o melhor desempenho da nossa habilidade expressa na vocação - agricultor, médico, advogado, pintor, pastor, o que seja. É preciso dar ao meu Senhor, isto é, devemos colocar à sua disposição as nossas posses, como se minhas não fossem e sim somente dele.

Alegremente devemos apresentar-lhe nosso ouro, prata e tudo o que temos; quer dizer, não somente dar-lhe o dízimo, mas dar-lhe tudo o que temos. Dar-lhe o meu coração - o meu sentimento. E isto é o que Ele mais quer. Leiamos o que Paulo escreveu aos  coríntios: "Não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus" (II Cor. 8: 5). Que este elogio feito às igrejas da Macedônia seja visto e sentido em todos nós também: "A si mesmos se deram primeiramente ao Senhor". É neste fundamento que se louva o exercício da consagração.

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt