Como dono do mundo renunciou a tudo |
para que aqui neste mundo |
fosse o Deus conosco - Emanuel! |
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Vivendo no mundo foi-lhe tudo emprestado, |
mas a cruz dolorosa e a coroa espinhosa eram suas, |
bem suas, de ninguém as tomou. |
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Num estábulo emprestado ele humildemente nasceu. |
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E a entrada triunfal pela cidade? |
Foi num jumento emprestado que ele a percorreu. |
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De um menino, coitado! |
Tomou peixe e pão emprestado e após multiplicado |
a multidão alimentou, |
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mas a cruz dolorosa e a coroa espinhosa eram suas, |
bem suas, de ninguém as tomou. |
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Após a morte na cruz, que era sua, |
foi num túmulo emprestado que por fim repousou, |
mas ao terceiro dia, Aleluia! Ressurgiu! |
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Não era seu o estábulo e o jumento, ao dono devolveu, |
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peixe e pão multiplicado à multidão entregou |
e o túmulo, este vazio ficou, |
mas as marcas da cruz essas são suas, bem suas |
e consigo as levou, pois são marcas vivas da vida, |
de vida que com a própria vida comprou. |
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São marcas do amor pelas vidas que são suas, bem suas, |
de ninguém as emprestou. |
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Aleluia! Ressurgiu! |
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O Deus que conosco estava, conosco ainda está, |
não mais com a cruz dolorosa e a coroa espinhosa, |
mas com palavras gloriosas: |
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"Vidas, sois minhas, bem minhas e ninguém me as tirou!" |