Não podíamos deixar de tocar ainda que de leve, nas ordenanças que Cristo deu à igreja. Estas ordenanças são duas: Batismo e Ceia do Senhor, nesta ordem, porque ninguém deve participar da Ceia sem que tenha se identificado com a vontade expressa de Jesus Cristo pelo batismo bíblico que envolve todo um conteúdo batismal, que são os princípios da nossa crença denominada a fé. (Judas 3). As passagens que tratam da doutrina do batismo são: Mat. 28: 19,20; Mac. 16: 16; At. 2: 36-41; At. 8: 36 - 40; At. 10:47,48.
A outra ordenança é a Ceia do Senhor. Se pensarmos no batismo como um dever pessoal, a Ceia é um dever coletivo. É uma prática memorial da igreja na lembrança dos fatos mais centrais do cristianismo - a morte e ressurreição de Jesus. As passagens l Cor. 11: 23 - 29;10: 16; At. 2: 42; At. 20: 7. Além das passagens nos evangelhos - Mat. 20:26 - 30; Mc. 12: 14 -26; Luc.22:7-23.
Um ponto de suma importância na doutrina da igreja é o seu propósito. Tudo que Deus criou tem designo. Enumeramos os seguintes propósitos da existência da igreja:
1. Adorar a Deus e glorificá-lo pá terra. Paulo escreve: "Para o louvor e glória da sua graça, pela qual os fez agradáveis a si no Amado" (Ef. 1:4-6).
2. Evangelizar o mundo "Ide portanto e fazei discípulos de todas nações" (Mat. 28:19, 20; Mc. 16:15) Esta preparação do mundo para aceitar a Cristo é por meio do evangelho de Cristo. Ef. 3: 8.
3. Ensinar e instruir os crentes: Doutriná-los na unidade da fé (Ef. 4: 11-15), querendo o aperfeiçoamento dos santos. Edificando uns aos outros (l Tess. 5:11); deve haver um esforço para a manutenção da unidade frente 'a diversidade (ICor. 12:1 - 31). Um corpo esfacelado está morto.
4. Manter um constante testemunho por toda a parte. (Atos 1:8). Jerusalém, Judéia, Samaria, com vista aos confins da terra.
Toda a nossa atenção deve estar voltada para a unidade da igreja na terra. A base para esta reflexão sobre a igreja é a oração sacerdotal de Jesus em João 17. Unidade porque adoramos o mesmo Pai (Jo. 17:1 - 5). Somos salvos e todos pertencemos ao Filho (Jo. 17: 6 - 10); porque somos habitados pelo mesmo Espírito (Jo. 17: 11a; Jo. 16: 7; Rom. 8: 15); porque o Pai e Filho são unidos e nós devemos também ser unidos (Jo. 17: 11 b); porque a nossa unidade pode levar outros à fé em Jesus; "Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo. 17: 21). Unidade aqui, porque o povo de Deus viverá junto no céu. "Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estiver, também eles estejam comigo" (Jo. 17: 24).
Em conclusão podemos dizer que o desejo de Cristo para cada igreja local é que cada uma seja pura, e gloriosa em todos os seus relacionamentos. "Para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef. 5: 27). Todos devemos pensar na responsabilidade de ser membro deste corpo de Cristo. Nunca agindo com relação à igreja como se fosse um clubezinho qualquer a serviço de interesses menos justos e gloriosos.
A valorização da igreja de que fazemos parte é um exercício de fé, para o nosso bem estar e glória do seu cabeça - Jesus Cristo, nosso Redentor. Faz bem à unidade da igreja a admoestação inspirada: " Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns". (Heb. 10: 25). |