Espiritualidade e Vida Cristã |
As pessoas querem tudo instantaneamente. Querem receber imediatamente o pedido que fizeram na drive-thru e que suas compras pela internet tenham remessa imediata. No mundo moderno não é necessário sair de casa para nada. Tudo chega à porta o mais rápido possível. Essa é a geração microondas. As pessoas são impacientes. Querem tudo em tempo recorde. A modernidade impõe este ritmo louco, onde tudo parece está atrasado e deve estar pronto para ontem. Quando aplicamos esta matriz comportamental à vida espiritual e ao nosso relacionamento com Deus, verificamos um contraste muito grande. Não se desenvolve vida espiritual submissa e dedicada a Deus no microondas. Ela precisa ser lentamente forjada no fogão a lenha da intimidade diária com o Senhor. Deus não tem a pressa dos homens. Ele trabalha em processos e leva tempo para fazer uma coisa especial, quer seja um carvalho ou um servo eficiente. Se observarmos a vida de Moisés veremos que seu “treinamento” se deu no deserto, apesar de sua formação palaciana. Josué viveu a mesma experiência e só se tornou um dos grandes líderes de seu tempo após passar boa parte de sua vida no deserto aprendendo com seu tutor Moisés. Por quatro décadas, os dois homens se engajaram fielmente no processo de desenvolvimento pessoal. No deserto precisamos ser totalmente dependentes do Senhor. Ele providencia todas as nossas necessidades, suprindo cada uma delas, no seu tempo e a seu modo, assim como fez com o povo israelita. Da mesma maneira, não conseguiremos chegar à estatura completa de Cristo, sem investirmos tempo na comunhão com o senhor, no estudo de sua palavra, na oração e no serviço cristão em seu corpo, que é a igreja – isso é relacionamento. Moisés deu a Josué experiência e aplicação. O aprendizado de Josué não se deu pela simples transferência de informação. Ele envolveu experiências práticas. Josué fez a sua parte como comandante do exército de Israel. Quando foi preciso enviar um espia da tribo de Efraim, ele foi o escolhido. Quando Moisés precisou de um assistente pessoal, quem recebeu a incumbência foi Josué. Ele estava sempre pronto e disposto e envolver-se na obra de Deus por entender que isso seria o resultado imediato de sua vida de comunhão com o Todo Poderoso. Sua fidelidade e espiritualidade ficam notórias em sua disposição de servo. De igual modo, para sermos instrumentos de Deus em sua obra neste tempo e marcar esta época de modo como o fez Moisés, Josué e outros servos do Pai Celestial, precisamos investir no nosso relacionamento com Deus. Não dá para adquirir resistência espiritual sem exercícios espirituais. Não dá para viver somente com lanches rápidos nos finais de semana. Precisamos construir uma dinâmica de relacionamento com as verdades cristãs, de maneira a formar em nós o caráter de Cristo. Que Deus encontre em nós a mesma dedicação de Moisés e Josué. Que sejamos sempre prontos e que Ele faça parte de nossa agenda de forma prioritária. |
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Pr. Wagno Alves Bragança |