CONSAGRAÇÃO - introdução |
A palavra “Consagração” é um termo próprio do Velho Testamento significando devotar, separar, dedicar ou santificar para o serviço ou glória de Deus. Quase sempre seu emprego se dá de modo figurado. No Novo Testamento o termo ocorre duas vezes com a seguinte tradução: “A palavra do juramento, que é posterior à lei, constitui o Filho consagrado para sempre” (Heb. 7: 28). Aí consagrado é traduzido da palavra grega τετελειωμένον que, literalmente, significa “perfeito”. Já em Heb. 10:20 é assim traduzido: “Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou” (ε̉νεκαίνισεν) “pelo véu, isto é, pela sua carne”. A palavra grega aí em destaque significa literalmente renovou, isto é, um caminho novo especial, diferente do primeiro. Consagração não quer dizer conversão ou um estado de perfeição sem pecado. Consagração não é necessariamente um impulso súbito ou uma emoção desenvolvida pela excitação. Consagração é simplesmente a confiança da alma completamente em Jesus sem reserva alguma. É uma entrega a Cristo para sempre como quem foi comprado por preço, e assim não sou mais de mim mesmo. Não é necessariamente ser voluntário para um tempo de serviço pleno, contudo, isto possa ser desenvolvido, conforme está registrado em I Cron. 29: 5: “Quem está disposto a consagrar seu serviço hoje ao Senhor?” Serviço é definitivamente um aspecto da consagração. Basicamente deve ser o culto que só a Deus é devido – “Quem está disposto?” – Deus dá uma oportunidade para alguém usar, para oferecer a si mesmo a Ele. Deus jamais cruza o limiar da responsabilidade humana. “Disposto a consagrar” – consagração é um ato da vontade. É preciso tomar uma decisão. Deste modo consagração é abdicar o governo da nossa própria vida em favor do Rei e Senhor Jesus Cristo. Tal atitude nos leva a permitir que Cristo tenha autoridade de Senhor e Mestre sobre nós. Quem é o patrão na sua vida? A consagração pessoal pode vir como resultado de mensagens encontradas na leitura da Palavra de Deus sobre as quatro entregas de Abraão, a saber: I – Ele deixou o país e sua parentela, conforme a ordem do Senhor: “Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa do pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gen. 12: 1). II – A Separação de Ló, como está registrado no livro de Gênesis, 13: 1: “Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita irei para a esquerda”. III – Lançou fora Hagar e Ismael. Este episódio está em Gen. 21: 10, assim: “Disse a Abraão: Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho”. IV – Ofereceu seu filho Isaque, expressando uma fé extraordinária em Deus. Obedeceu, considerando a providência de Deus (Gen. 22). Estas considerações preliminares nos dão embasamento para um melhor aproveitamento do tema proposto. Estaremos, como nos outros estudos, dedicando o máximo de atenção a um tema tão importante para todo aquele que crê na soberania Divina.
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Pr. José Alves da Silva Bittencourt |