O Uso de Imagens para o Culto - I

No estudo das práticas peculiares ao Catolicismo deparamo-nos com o uso que a Igreja Católica faz de imagens no culto. Para quem pretende ser a verdadeira igreja cristã, deixa muito a desejar em face do que ensinam as Sagradas Escrituras.

O mandamento do Senhor Deus é este: "Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não ti encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor Teu Deus, sou Deus zeloso, que visita o maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem". (Ex. 20: 4, 5).

O apóstolo João exorta na sua primeira epístola: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (l Jo. 5:21). Podemos afirmar que os apóstolos do Senhor não usaram imagens no culto cristão, e nem as igrejas do seu tempo. A prática da idolatria pelas igrejas cristãs não se deu nos dias do Novo Testamento. O cristianismo Católico Romano acolheu tal prática na história pós-apostólica.

Nos primeiros três séculos, e, no começo do quarto, imagens eram muito raras entre cristãos. Para o fim do quarto século começaram, especialmente, no oriente, a fazer pinturas e imagens de escultura tornaram-se muito comuns no quinto século; ... assim foi estabelecido o culto às imagens. (Du Pin, Vol. II, p. 42). Citado em William Cathcart, (p. 328). É o que disse o historiador católico romano sobre o assunto.

Quando a prática do culto às imagens se generalizou provocou oposição violenta. Até foi emitido um edito imperial contra o uso de imagens e ordenada sua remoção das igrejas e lugares sagrados em 730 A.D. (Filip. Schaff, História da Igreja Cristã, Vol. IV p. 455). O concílio de Constantinopla em 754 A.D. solenemente condenou o culto de imagens e o denunciou como corrupção pagã, condenada pelas Escrituras, e pelos pais da Igreja como Chrysóstomo e Athanásius (Ibid., pp. 457-458). O Concílio de Nicéia, em 787 A.D. restaurou o culto as imagens. Já o Concílio de Trento declarou o seguinte sobre imagens:

"Além disso, que as imagens de Cristo, da Virgem Mãe de Deus, e dos outros santos, devem ser retidos particularmente em templos, e que nenhuma divindade, ou virtude, possuem, por cuja causa devam ser adorados; ou que alguma súplica deva ser dirigida a eles; como era feito pelos gentios, que colocavam sua esperança nos ídolos; a honra a eles mostrada é referida aos protótipos que estas imagens representam" (Philip Schaff, Crenças da Cristantade, Vol. II pp. 201 - 202.

O segundo Concílio de Nicea, em 787 A. D. declarou: "Todos os cristãos não somente devem servir às Imagens, mas adorar e cultuá-las" (Philip Schaff - História da Igreja, Vol. IV, pp. 45 - 462.

Há uma imagem do apóstolo Pedro no Vaticano, onde milhares de peregrinos católicos curvam-se e beijam seu pé cada ano. Esta prática é tão repetida que a semelhança do pé desapareceu. Teólogos católicos criaram a teoria da latria, hyperdoulia e doulia, mas a grande maioria dos adoradores não conhece a diferença entre adorar uma imagem de adorar a Deus.

Os batistas ensinamos, baseados nas Escrituras Sagradas que:

1.   O uso de imagens e pinturas nas igrejas, ou onde quer que seja, para culto e adoração, é uma violação ao 2°. Mandamento, e não passa da prática de idolatria (Ex. 20:4 - 6)

2.   Deus proíbe o culto e adoração de todas as formas, modelos, semelhanças e símbolos. (Deut. 4:15,16; 5:8; 12:30 -32; At. 17:29,30)

3.   Deus pronunciou terrível maldição sobre qualquer que quebrar o segundo mandamento. (Deut. 7: 25, 26; 27:15).

4.   Jesus declarou: "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (Jo. 4: 23).

Pr. José Alves da Silva Bittencourt