SEPARAÇÃO II

A ideia de separação como distinção característica da nova criatura que o crente ostenta inclui o sorriso inocente, o brinquedo de criança e vida social limpa, a recreação sadia, a beleza natural e amor às flores. Esta coisas não podem ser antibíblicas, mundanas ou pecaminosas. Não pregamos a prática do ascetismo.
Jesus gostava da natureza. Ele ilustrava seus ensinos as coisas da natureza. Ele teceu comentário sobre o lírio dos vales e a rosa de Saron. Mencionou as aves dos céus e lembrou as raposas e seus covis. Ele falou sobre as sementes, as plantas e as árvores.

Jesus estreitou relações sociais com a família em Betânia; comeu na casa de fariseus (Luc. 7:36); esteve presente no casamento em Cana da Galiléia (Jo. 2: 1-12), convidou os discípulos para um repouso num lugar à parte (Mc. 6:31). Na verdade Ele foi acusado de ser pessoa exagerada no comer e no beber, conforme o registro de Mateus no evangelho numa comparação com João Batista, assim: "Veio João não comendo e bebendo, e dizem: tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores" (Mat. 11: 18-19).

O problema está em onde encontrar leis ou regras sobre o que é certo ou errado. Não encontramos. Por isso que a separação é arquitetada não sobre regras, mas sobre princípios. Os princípios verdadeiros são destilados da revelação de Deus. Isso pode ser mais bem entendido como esta citação de Paulo aos Filipenses, 4: 8: "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que amável, tudo o que é de boa fama, e se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai". Outro modo de se apegar aos bons princípios está na indicação que Paulo faz do fruto do Espírito, em Gál. 5: 22: "O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança". Esta não é a inclinação do incrédulo. Assim estamos separados, e agimos de modo diferente.

Desde criança aprendi, na Escola Bíblica Dominical, que nós os batistas não vivemos de regras, mas de princípios.

Cada pessoa tem seu estilo de vida; entretanto, a medida apropriada de ser certo ou errado está na Palavra de Deus, nos princípios dela exarados. Assim sendo, "bem-aventurado é o varão que nela medita de dia e de noite". A Palavra de Deus deve ser lâmpada para os pés e luz para o caminho do homem, sabendo pela mesma Palavra que, "há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte" Prov. 14:12).

O princípio é a causa fundamental da verdade universal ao passo que a regra é a explicitação da sua prática em várias áreas. A separação na prática da fé não é discriminação, mas matéria de princípio. Importa andar em harmonia com a vontade de Deus.  

Se o princípio é verdadeiro ou  não é aferido pela fidelidade à revelação pela Palavra do Senhor, pois é isto que o profeta Isaías ordena: "à lei e ao testemunho" (Is. 8 : 20). Eis o parâmetro, pois "a Palavra de Deus não pode falhar" (Jo.10: 35). O método é seguro, visto que a Palavra inspirada "não é de particular interpretação". Ninguém comete a injustiça da separação, se está acoplado com o ensino da Palavra de Deus.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt