Panorama dos Evangelhos - VI |
Marcos narra fatos que tratam da Autoridade do Senhor. Com isto, ocupa em nosso Novo Testamento o capítulo 4:35 a 5:43. Jesus Cristo usa sua autoridade divina para auxiliar o povo. Há quatro ocasiões que se destacam nesta passagem nas quais Jesus mostra sua autoridade sobre algum domínio particular o seu domínio sobre a natureza, quando ele repreende o vento e o mar, e é prontamente obedecido. (Mc. 4:35-41), Sua autoridade sobre os demônios está narrada em Mc. 5:1-20; é a história da cura que o Senhor opera no endemoninhado de Gadara. Depois Jesus exerce autoridade sobre as enfermidades - 5: 21-34. Trata-se do caso da mulher que tinha um fluxo de sangue. Ela sofria daquele mal já durava doze anos; certamente um mal considerado crônico. Ela creu no poder de Jesus. Bastaria, pensava ela, tocar em suas vestes. Ela fez isto, "e logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal". O misericordioso Mestre mesmo lhe disse: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal". O mais notável caso demonstrativo da sua autoridade foi expresso no levantar do seu leito de morte a menina Talita, filha de Jairo, um dos principais da sinagoga. Prostrou-se ele aos pés de Jesus e lhe rogou que curasse sua filha. O Mestre demonstra sua autoridade sobre a morte, dizendo à menina de doze anos: talita cumi - que significa, "levanta-te" (5:35-43). Em resumo: Marcos 4:35 a 5:43, temos o registro de Jesus exercendo sua autoridade sobre todos estes domínios: natureza, demônios, enfermidades, e morte. Do ponto de vista humano, a menina estava morta, mas Jesus declarou: "A menina não está morta, dorme" (5:39). Os cristãos primitivos descreviam o morto dentre eles como aquele que dorme em Cristo (I Tess. 4:14). Sobre este assunto da autoridade de Jesus sobre a morte, há três exemplos no Novo Testamento que é salutar recordar. O caso referido por Marcos da filha de Jairo, o filho da viúva de Nahim, e o de Lázaro. Ele é o Senhor da vida; ele disse "eu sou a vida" (Jo. 14:6). O que acabamos de considerar leva-nos a pensar que a autoridade de Jesus abençoa os crentes e frustra os incrédulos. Seu poder demonstrado envolve seu domínio sobre todas as coisas como causa instrumental da criação: "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo. 1:3). O apóstolo Paulo escreve: "O homem natural não recebe Jesus tem completa autoridade sobre o bem-estar daqueles que confiam nele. Seu domínio sobre a natureza, demônios, enfermidades, e a morte encorajam os crentes, e os estimulam á fé, considerando Jesus como seu único alvo de fé. Os milagres de Jesus foram ajuda para o povo, e não uma simples exibição do poder. Nada de egoísmo ou motivos outros que não o de ajudar algum necessitado. Sua mensagem foi para todos e assim eram mais importantes do que os milagres. O motivo do nosso serviço deve sempre ser para glorificar o nosso Senhor e ajudar outros. Pensando assim, devemos redobrar nosso esforço missionário para maior extensão do Reino de nosso Senhor. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |