A Virgem Maria  I

Estamos voltando às práticas peculiares ao catolicismo romano. Neste aspecto o culto católico romano à Virgem Maria é a mais popular forma de idolatria que tem cativado o coração humano.

Para o devoto católico, a Virgem Maria possui toda beleza, todo encanto e toda graça divina. Ela é a personificação suprema de toda jovem casta, do amor maternal, beleza, bondade, virtude e gentileza. "Não há qualidade pura e amável conhecida para a imaginação humana que não seja atribuída a Maria" (William Cathcart - The Papal System - Chicago - St. Louis, 1872). De todas indicações ela é a mais venerada personalidade no culto da Igreja Católica. Só falta nos cultos católicos o nome da Virgem ser acrescentado à Trindade, tornando-se quase em uma Quaternidade divina. Alguns sentimentos católicos relacionados com a Virgem Maria foram transformados em dogmas que podem ser assim enumerados:

1.   A Imaculada Conceição

Este dogma, que foi solenemente definido como um artigo de fé católica pelo Papa Pio IX, falando ex cathedra, sem a autoridade de um Concílio, em 03 de dezembro, de 1854 nestes termos:

"Pela autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo e os benditos Apóstolos Pedro e Paulo, e em nossa própria autoridade (declaramos, pronunciamos, e definimos), que a doutrina que afirma a bendita Virgem Maria para ter sido, desde o primeiro momento da sua concepção, por uma singular graça e privilégio do Deus todo poderoso, em vista dos méritos de Cristo Jesus o Salvador da humanidade, preservada livre de toda mácula do pecado original, foi revelado por Deus, e é portanto, para estar firmemente e constantemente crido por todos os fiéis''. (Filip Schaff, Creeds of Christendom, Vol. II, pp. 211-21).

A significação clara desta definição é que Maria foi gerada miraculosamente; que ela jamais teve a mancha do pecado original proveniente da natureza caída; que ela nunca efetivamente cometeu pecado, e foi preservada da lei do pecado e da morte em si mesma morrendo como resultado da lei geral de morte na humanidade.

Nós, os batistas nos opomos a este dogma da imaculada concepção por razões óbvias:

1)   O apóstolo Paulo diz que pelo ser humano o pecado entrou no mundo, com o pecado a morte, "por isso que todos pecaram" (Rom. 5:12). (1) Todos são participantes da lei do pecado e da morte, e isto inclui a Virgem Maria.

2)   Jesus Cristo nenhuma vez insinuou ou deu a mínima ideia que sua mãe estava sem pecado.

3)   Maria desconhecia que era isenta de pecado ao cantar o Magnificat, onde ela chama Deus de seu Salvador. (Luc. 1: 46 - 55, especialmente o verso 47.

4)   A escritura não faz qualquer referência à imaculada conceição.

5)   Agostinho, Anselmo, Bernardo Clairvaux, Alexandre Hales, Alberto Magno, Tomaz de Aquino todos afirmaram que Maria foi gerada no pecado original, e que o ensino contrário é absurdo. Estes são alguns dos mais notáveis teólogos católicos.

6)   A doutrina da Imaculada conceição de Maria contraria o ensino expresso da Bíblia que somente Jesus "Não conheceu pecado" (II Cor. 5: 21); "Foi tentado, mas sem pecado" (Heb. 4: 15); "O qual não cometeu pecado, nem dolo" (l Ped. 2: 22). Este é o ensino da história cristã dos primeiros onze séculos. (H.W. Dearden, Modern Romanism Examined, pp. 240-241).

7)   O dogma da imaculada conceição implica na existência de uma raça sem pecado original, mas que dizer de Izabel, sua prima?

 

Pr. José Alves da Silva Bittencourt