Panorama dos Evangelhos
Marcos XIV - último

 

Como não podia ser diferente este último artigo trata da crucificação e ressurreição de Cristo dentre os mortos. Com isto temos o clímax dos eventos da vida e ministério de Jesus, o Filho de Deus e nosso bendito Redentor. A narrativa desses fatos feita por Marcos está posta nos capítulos 15:1 a 16:20 do evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.

No preparo de um esboço desta matéria temos os seguintes tópicos: Jesus perante o representante do Governo Romano - Pilatos (15:1-15). A crucificação (15:16-36) que inclui a zombaria dos soldados (vs. 15-20); destaque para a crucificação (vs. 33-36). Sua morte (vs. 37-41). A sepultura de Jesus (vs. 42-47). Sua Ressurreição (16:1-20), que envolve o anúncio do túmulo vazio e a ressurreição (16:1-8) e as aparições de Jesus depois da sua ressurreição (16:9-20).

Uma observação sob este término que compreende os versículos de 9 a 20. Este texto não faz parte do texto originai de Marcos. Então, os últimos doze versículos do que se recebe como texto de Marcos estão ausentes dos dois manuscritos gregos mais antigos (β e א ), além de outros valiosos testemunhos. Assim, na base de boa evidência externa e de fortes considerações internas, tudo indica que o Evangelho de Marcos termina no capítulo 16:8. Ao mesmo, tempo, o término mais longo considerando sua importância na tradição textual do Evangelho, a comissão que preparou The Greek New Testament incluiu os versos 9-20 como parte do texto, não deixando de assinalar o fato com sinais convencionais. Isto diz apenas que o apêndice não é escrito por Marcos.

Voltando ao nosso comentário, observamos que houve dois tribunais no julgamento e condenação de Cristo: Um era eclesiástico e Judeu. O outro era civil e Romano. Os precedentes em cada um foram irregulares e ilegais.

Ambos os tribunais tinham três estágios ou cenários. Em seu julgamento pelo tribunal Judeu Jesus apareceu, perante Anás (João 18:12-26), então, Caifás (Marcos 14: 53-65), e finalmente, perante o Sinédrio (Mc. 15:1). No tribunal civil e Romano Jesus compareceu respectivamente perante Pilatos (Mc. 15:1-5), depois a Herodes (Luc. 23: 6-12) e então, de novo, perante Pilatos (Mc. 15:6-15).

Perante o Sinédrio Jesus foi acusado de blasfêmia (Mc. 14: 61-64). No tribunal Romano a acusação foi de uma traição (Luc. 23:2).

Ainda que o Conselho dos judeus considerasse Jesus culpado, não tinha poder para levá-lo à morte. O endosso dos romanos foi necessário para isto.

A crucificação foi uma pesarosa e humilhante experiência. Jesus foi escarnecido, ferido, cuspido, e coroado de espinhos (Mc. 15:16-20). Seguindo este cruel e desumano tratamento pêlos soldados romanos, Jesus foi conduzido ao Gólgota. Ali foi crucificado, (vs. 21-25).

As palavras insultuosas e zombeteiras continuaram à medida que Jesus ia sendo posto na cruz. "Salva-te a ti mesmo e desce da cruz... salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo" (vs. 30-31).

Densas trevas sobrenatural, uma escuridão tremenda abateu sobre a terra. O Senhor exclama: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" Ninguém tirou a sua vida; ele mesmo a entregou voluntariamente (Jo. 10:18). José de Arimatéia obteve permissão para tirar o corpo de Jesus. Nicodemos juntou-se a José de Arimatéia e embalsamaram a Jesus e o sepultaram (Jo. 19: 38-42).

O capítulo 16 narra a ressurreição e as aparições de Jesus após a ressurreição.

Em Suma:

1. O pecado separa o homem de Deus - Jesus rendeu o seu espírito. Estava consumado. A penalidade do pecado humano estava reparada.

2.   O sofrimento de Cristo na cruz é a suprema expressão da grandiosidade do seu amor pela humanidade pecadora. Estavam consumadas suas provisões para a salvação do homem.

3.   A ressurreição de Jesus dá significação a tudo mais que ele fez como tinha prometido, Jesus levantou corporalmente da sepultura. Este foi seu ato de coroação para a nossa salvação. Quem crê nele fica . eternamente salvo para a vida eterna.

4.   Agora temos boas novas a repartir com o mundo ao nosso redor. A ressurreição é uma vitória, mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo, l Coríntios 15: 57.

 

Pr. José Alves da Silva Bittencourt