A CEIA DO SENHOR I

São duas as ordenanças da parte do Senhor para a celebração pelas igrejas. As ordenanças são o Batismo e a Ceia do Senhor. O nome para esta celebração é Ceia do Senhor. As traduções costumam normalmente, denominá-la "Santa Ceia". Outros escritores não bíblicos a chamam de "Santa Comunhão". No entanto, os escritores inspirados apenas a designam de Ceia do Senhor.

É bom saber que a Ceia do Senhor é a segunda ordenança. O batismo é uma celebração pessoal, e a ceia uma celebração coletiva. Nem uma nem outra é considerada um sacramento, pois não salvam, não purificam nem trazem graça santificante. A força das ordenanças está no que representam e simbolizam.

O batismo, segundo Paulo, é símbolo da morte, sepultamento e ressurreição. Assim, nós que morremos com Cristo "fomos sepultados pelo batismo na morte, e, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim, andemos nós em novidade de vida" (Romanos 6: 4).

A Ceia do Senhor tem dois elementos que são: o pão e o vinho. Do pão se diz: "Isto representa o meu corpo que é dado por vós". E sobre o vinho está escrito: "Este vinho é o Novo Testamento no meu sangue". Ao comer o pão e beber o vinho há este mandamento: "Fazei isto em memória de mim". É próprio, então, dizer que a Ceia do Senhor constitui o memorial dos fatos mais centrais do cristianismo: A morte de Jesus Cristo em sacrifício para nossa substituição. Com esta celebração lembramos que Cristo assumiu o nosso lugar na cruz , realizando assim a vontade do Pai que entregou seu Filho amado como o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Já dissemos que o batismo é porta de entrada para o corpo eclesiástico, sendo um compromisso com a igreja local, mediante pública profissão de fé.

A Ceia do Senhor de fato expressa a comunhão de fé demonstrada na profissão que antecipou o batismo. O apóstolo Paulo diz isso assim:"Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?"(ICoríntios10: 16).
Jesus instituiu a ceia, conforme o evangelho de Mateus 26: 26 - 29. Cristo celebrou a ceia com seus discípulos somente uma vez ainda vivo. Seu sangue corria em suas veias e em com seu corpo físico participava dos elementos da Páscoa judaica com seus discípulos. Desta maneira tanto a transubstanciação católica como a consubstanciação luterana tornam-se impossíveis de bem entender e de aceitar. Na verdade essas transformações essenciais dos elementos da ceia não têm respaldo bíblico. O que católicos e protestantes históricos ensinam não passa de invenção humana para explicar o inexplicável.
A história desta primeira celebração está narrada nos evangelhos, Mat. 26: 26 - 29; Marc. 14: 22 - 26 e é referida por Paulo em l Coríntios 11 especialmente nos versos 23 - 26. Além disso, o assunto é ainda referido em l Coríntios 10: 16. Quanto à narração histórica dela trataremos na introdução do próximo artigo.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt