O PROBLEMA DO DIVÓRCIO (V - último)
É lícito ao homem dar carta de divórcio e contrair novas núpcias?
(Mateus 19.3-17)

No artigo anterior citamos a primeira epístola de Paulo aos Coríntios. Pois bem, um ponto a ser lembrado é que Paulo escreveu essa primeira carta aos Coríntios antes de serem publicados os quatro evangelhos. E mais: Na sociedade romana ou de costumes romanos as mulheres podiam divorciar-se de seus maridos nos dias de Paulo. O contrário se dava nas sociedades judaicas.

Qualquer sacrifício é válido para glorificar o Criador e manter o que ele estabeleceu na sua sabedoria como aquilo que é melhor para o homem e a mulher, a família e a sociedade em geral, especialmente para as igrejas.
Resumindo:

1.         A separação no casamento já existia na cultura israelita.Eles conheciam bem o problema que preocupava sua sociedade e seus líderes;

2.         Para a solução do problema havia uma regulamentação legal dada por Moisés;

3.         Mateus ao escrever para judeus e depois de Marcos, inspiradamente, aclarou o assunto com o que os comentaristas denominaram de frase de exceção;
4.         Os fariseus disseram que Moisés "mandou" regularizar o procedimento com a carta de divórcio;
5.         Jesus mostrou que o casamento é uma instituição divina, que expressa o ideal de união do homem (macho e fêmea). O homem é um ser bipessoal ou dual, mas um único ser. O segundo casamento não destrói isto, pelo contrário: "Serão ambos uma só carne" (Gen. 2: 24). Este é um resultado natural, mesmo quando um homem se ajunta a uma prostituta (l Cor. 6:16).
6.         Sem carta de divórcio uma nova união matrimonial é caracterizada como adultério;
7.         Entende-se que o divórcio é um simples remédio, e não uma solução ideal para o cristão;
8.         Uma outra questão a considerar é esta expressão de Paulo: "É melhor casar do que abrasar-se" (l Cor. 7: 8). "Contanto que seja no Senhor" (l Cor. 7: 39).
9.         Não haveria separação de nenhum casal não fora "a dureza do coração humano".
10.       A carta de divórcio é um instrumento necessário à regulamentação da separação de casais, obstinadamente irreconciliáveis;
11        Não consta que nos dias de Jesus o adultério fosse castigado com a pena de morte;
12        O que separa o homem (macho e fêmea) no propósito da procriação é o celibato, o homossexualismo, o lesbianismo e não o divórcio, sem entrar no mérito da questão;
13        O divórcio é permitido, mas poucos, feliz ou infelizmente, lembram-se de calcular seus riscos para o casal, para os filhos e para as famílias envolvidas e para a sociedade em geral. O fato é que ninguém toma remédio sem uma causa doentia e incômoda;
14        "Se na vigência da Lei a dureza do coração humano abriu caminho ao divórcio, por que no expediente da graça não haveria essa abertura?"
15        Todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mat. 5: 28).    Mas, Atenção! "O que Deus ajuntou não o separe o homem" Mateus 19:6.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt