Panorama dos Evangelhos |
Prossegue a caminhada para a cruz. E, graças a Deus Jesus chegou lá no gólgota. Cumpriram-se as Escrituras que, sobre ele, foram produzidas. Por isso mesmo o homem pode ter esperança, justificação, perdão, e vida eterna. O texto da nossa cogitação, desta vez, na sequência desta bendita caminhada para o calvário, está em Marc. 10: 1-52. Um dos pontos altos neste despretensioso comentário é a demanda dos discípulos. Entendemos por este texto que Jesus nesse tempo esperava que seus seguidores dessem de si mesmos um humilde serviço a Deus e aos que com eles conviviam. O texto da narrativa de Mar. 10: 1-52 inclui questões sobre o divórcio (10: 1-12); a bênção de Jesus sobre as crianças (vs. 13-16); os riscos da confiança nas riquezas (vs. 17-31). O texto envolve a consulta do jovem rico (vs. 17-22), o comentário e avisos de Jesus sobre as riquezas (vs. 23-27), e questões em que o Mestre aborda as recompensas para aqueles que tudo deixaram para segui-lo (vs.28-31). O texto inclui ainda as predições de sua morte e ressurreição (10:32-34); Jesus estabelece seu padrão de grandeza (10:35-45); depois vem uma questão suscitada pelo pedido de Tiago e de João (vs. 35-41), o que resultou nas palavras do Mestre sobre o verdadeiro conceito de grandeza (vs. 42-45). Coroa esta narração a cura do Cego Bartimeu (10: 46-52). Como alistamos, Mc. 10:1-12 está relacionado com a questão do divórcio. Este era um problema nos dias de Moisés. E era uma ardente discussão nos dias de Jesus. Os Fariseus perguntaram a Jesus: "É lícito ao homem repudiar sua mulher?" (v. 2). Tratando-se de judeu, Jesus se referiu a Moisés, desde que o problema era legal (v. 3). Certamente o legislador prescreveu um remédio legal que pudesse por ordem nesta questão social. Seu procedimento ocorreu por causa da "dureza do coração" do povo. Foi o .que disse Jesus (Deut. 24:1-4). Expondo o ideal, Jesus se reportou ao Gêneses 2: 21-24, para mostrar o propósito do Criador em sua observação concernente à permanência do matrimônio. O ideal divino é uma mulher para um homem para toda a vida (vs. 6-12). O divórcio que Jesus não proibiu produzido pela dureza de coração humano, não passa de um remédio. Não é mera coincidência que a história de Jesus abençoando as crianças vem em sequência da discussão sobre o divórcio (vs. 13-16). Jesus tinha especial afeição pelas crianças, bem como pelas mulheres; ambos os interesses estão intimamente ligados. Os versos 17-31 falam dos riscos da confiança na riqueza ilustrado no seu encontro com o jovem príncipe (vs. 17-22). O Mestre mostrou que sua riqueza constituía uma barreira em seu caminho (vs. 21 e 22). Ele queria Deus, mas estava indisposto a se submeter às condições de Deus. Jesus dirigiu-se aos discípulos com um solene aviso sobre o amor às riquezas (vs. 23-27). Os discípulos admirados, queriam então, saber da recompensa por sua dedicação sacrificial (vs. 28-31). Uma vez mais Jesus falou aos seus discípulos sobre a aproximação da sua morte e ressurreição (vs. 32-34). Tomou a ocasião para repetir seu padrão de grandeza (vs. 35-45). Nos versos 46-50 narra a cura do cego Bartimeu. É exemplar a persistência de Bartimeu. Diante de grandes embaraços e desânimo por parte de outros o melhor é clamar pela misericórdia de Jesus (v. 48). Jesus recompensou sua fé e persistência por dar-lhe a visão (v. 52). 1. Aquele que segue a Jesus tem sua atenção voltada unicamente para Cristo. Ele não admite rival. O jovem pôs sua riqueza acima da salvação da sua alma. 2. A grandeza vem através do serviço. O padrão do mundo está em direta oposição aos padrões de Cristo. 3. O Senhor Jesus é o supremo exemplo do seu próprio ensino. O ideal cristão é pensar e agir como Jesus. Sua vida é nosso modelo e seu amor nosso incentivo para viver. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |