CONSAGRAÇÃO - V - último

Assim como todas as ações têm suas conseqüências, a consagração produz seus resultados.

A consagração é algo voluntário, “que apresenteis”, e isto envolve a idéia de reconhecimento da operação de Deus no sentido do nosso bem-estar, material, moral e espiritual. Então podemos incluir a consagração como um dos elementos do louvor ao Deus compassivo. Sua compaixão foi expressa na vida do seu unigênito Filho. Ora, nada é mais acertado do que consagrar- lhe aquilo que nos é sacrificial e vital. E isto não é absurdo. Desta maneira de agir não descarta a emoção que está no sentimento de gratidão, mas, sendo de fé, procede de decisão relacionada com a expressão do grande amor de Deus por nós todos.

Nossa consagração faz parte desse culto vivo equilibrado pela razão que é do agrado do Pai. Cultuamos a Deus,  porque Ele nos criou sustenta e dirige na direção da nossa glorificação pelo reino com Cristo.

No versículo dois o apóstolo admoesta a todos nós nestes termos: “E não vos conformeis com este mundo”. O mundo está morto e nosso sacrifício é vivo e procedente de quem vive, quer e sabe o que está fazendo a quem. Então o apóstolo diz inspiradamente: “Mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rom. 12: 2).

Nenhuma satisfação é maior do que ser agradável a Deus. A santidade de Deus não permite que ele tenha pacto com o imundo, e com a imundícia. Entendemos, contudo, que ele mesmo nos preparou para lhe sermos agradáveis, visto que nos purificou pelo sangue do Cordeiro. Referimo-nos a Jesus que declarou: “Eu sou a vida”. A consagração é expressa na vida e com a vida com a qual nos  salvou, para o seu louvor.

Uma vida que está conformada com este mundo, é mundana, é vida egoísta. Não foi transformada a partir da renovação da mente. O homem renovado   é  inclinado  a  pensar  de  acordo  com  a  vontade de Deus, com valores eternos em  vista. Uma vida vivida em harmonia com o querer  Divino. Esta vida será seguramente aceitável tanto pelo Pai como pelo Filho. Uma vida que é boa, será proveitosa. Tem experimentado as conseqüências da consagração. Homens e mulheres lhe chamarão bem-aventurado por ser obediente a Deus. Uma vida que é feliz, alegre, vitoriosa, porque é vivida do perfeito acordo com a vontade de Deus, pois foi  redimido com seu precioso sangue, ou melhor dizendo, com a sua preciosa vida.

Então podemos dizer em conclusão que consagração humana é também um processo. Ela se afirma e cresce nas alegrias ou nas crises de cada dia.

A consagração diária da nossa vida não procede da carne, mas do Espírito Santo que habita em nós. Nós a expressamos também no ato da adoração. Consagremos nosso tudo ao Salvador. Apliquemo-nos nisto, sem olhar para trás. Nunca tivemos de reivindicar de Deus aquilo que lhe dedicarmos.

Nossa consagração ao Senhor não melhora o retorno em resposta às nossas petições, mas expressa nossa profunda e sincera gratidão ao que Deus fez e faz por nós constantemente. O fato é que a igreja local cresce através da consagração e da dedicação do povo de Deus.

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt