Uma Paráfrase de Natal

Ainda que eu repetisse a história do Natal e cantasse os seus hinos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

Ainda que eu recebesse numerosos presentes de Natal e conhecesse o seu valor monetário; e ainda que cresse na celebração da festividade do Natal em meio a dias incertos e tenebrosos e não tivesse amor, de nada serviria.

E, ainda que distribuísse presentes de Natal aos pobres e entregasse o meu corpo às intempéries do tempo para ministrar aos necessitados e não tivesse amor, de nada me aproveitaria.

Especialmente no Natal, o Festival do Amor, o amor é paciente e benigno; o amor não é invejoso, o amor não trata com leviandade, o amor não se ensoberbece.

Embora o Natal traga consigo as suas tentações, o amor não trata com indecência; não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas alegra-se com o amor de Deus manifesto em Cristo, o Senhor.

Este maravilhoso amor de Deus, derramado sobre o mundo, através do infante de Belém, faz com que possamos tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar, tudo suportar.

O amor jamais se acaba: ainda que haja pinheirinhos de Natal, estes i expirarão; ainda que haja enfeites multicores, estes perecerão; ainda que haja gritos alegres de crianças, estes cessarão.

Porque estas coisas são apenas a manifestação terrena da alegria do Natal, mas quando o Natal perfeito vier, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era criança, falava a respeito do Natal como criança, compreendia o Natal corno criança, pensava a respeito do Natal como criança, mas quando me tornei homem, despojei-me das minhas idéias egoísticas sobre o Natal.

Porque agora vemos apenas de relance, a beleza do Natal, mas então o veremos em toda a sua glória. Agora eu conheço em parte o i significado deste dia, mas, então, conhecerei o Natal assim como eu mesmo sou conhecido.

Por ora, ficam a fé, a esperança e o amor, estas três; mas a maior delas é o amor. Possa este maravilhoso Espírito de Amor, o verdadeiro Espírito de Natal, encher os nossos corações neste tempo em que Cristo nasceu.

(Extraído do Livro O Natal de Cristo)