Beba com moderação I |
Houve um tempo em que em cada casa era chique e quase obrigatório ter barzinho. Mesmo entre alguns membros de nossas igrejas havia os que consideravam importante ter algum tipo de bebida alcoólica para oferecer aos amigos da high society e, com isso, muitos perderam a dignidade e perderam filhos. Alguns líderes de jovens ensinavam crença na temperança, sendo moderados no consumo de bebidas alcoólicas. Eu mesmo ouvi palestra que favorecia o uso da bebida forte, ao mesmo tempo que se opunha fortemente ao seu uso excessivo. Felizmente esse não é o pensamento geral. A pregação correta é o afastamento completo do mal e até da aparência do mal. A posição mais acertada, segundo as Escrituras, é abstinência radical. Com a pregação da moderação o que se pode conseguir, no mínimo, é a maior divulgação da bebida forte. Na leitura de João 2.1-11 Jesus transformou água em vinho, óinon (οίνον) no grego, que é o suco da vide e não síquera (σίκερα), (hebraico "shekar") que significa bebida forte. Em Luc. 1.15 se lê, referindo-se a João: "Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho (οίνον), nem bebida forte (σίκερα) e será cheio do Espírito Santo". Aqui ambos os termos são usados. A bebida que serve de alimentação e até de remédio é a bebida do suco da uva, como Paulo escreve a Timóteo: "Não bebas água só, mas usa de um pouco de vinho, óino (οίνω), por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades" (l Tim. 5.23). O povo em geral, e cada vez mais cedo, os jovens estão se viciando no uso de bebidas alcoólicas. O viciado fica sem domínio próprio, torna-se um imprudente e um assassino em potencial. A juventude especialmente inexperiente que investe nisto suas emoções e suas forças, descaracteriza sua cidadania e empobrece a experiência da vida, porque o vício não traz popularidade, nem coragem para fazer o que deve e transforma-se em infeliz arremedador dos maus elementos aos quais a imaginação classifica de "todo o mundo". Será que o iniciante no vício não percebe que é anti-social beber? O vício não resolve os problemas, mas cria outros maiores. Nenhum jovem para ser importante tem de ser um frequentador desses ambientes impróprios à formação do seu caráter. A bebida leva a pessoa para os divertimentos negativos que destroem o presente e o futuro. Com que poder, com que liberdade, com que sabedoria, com que inteligência você há de servir a Deus e ao próximo? Nenhum homem é uma ilha, porque fomos criados como seres essencialmente sociais, sendo conforme alerta o apóstolo Paulo: "Nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si". (Rom. 14.7). Nossa vida afeta outras. É importante dar maior atenção ao que grandes homens têm dito sobre o álcool. Gladstone disse: "A bebida forte é mais destrutiva do que a guerra, a peste e a fome". O pensamento de Abraão Lincoln é assustador na sua comparação: "Um câncer na sociedade humana, devorando sua vitalidade e ameaçando sua destruição". O General Robert E. Lee é fortemente enfático ao se expressar: "Minha experiência através da vida me tem convencido que a abstinência de bebidas espirituosas é a melhor segurança para a moral e a saúde". A Bíblia diz por exemplo: "Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice, e se demoram até à noite, até que o vinho os esquente" (Is. 5.11). Os abstinentes não chegam a esse estado de miséria, mas os que bebem com moderação que já estão iniciados nessa triste carreira. O profeta Isaías ensina: "A bebida forte será amarga para os que a beberem" (Is. 14.9). Esta frase de efeito, "beba com moderação" é um estimulo à iniciação no vício e até para ter a "glória" de ser contado entre os modernos. Paulo diz que "as más conversações corrompem os bons costumes", e ele diz mais: "Não vos associeis com aquele que dizendo-se irmão, for devasso, avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão..." (l Cor. 5.11). |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |