CONFISSÃO DE CRISTO - V

Nos comentários sobre o tema em epígrafe, além de definição, tratamos do assunto no sentido da necessidade de confissão de Cristo de modo audível; comentamos sobre os métodos da confissão, da freqüência com que essa confissão deve ser exercida;  e que se deve testemunhar de Cristo; o que se deve dizer ao testemunhar de Cristo. E ainda há mais um ou dois aspectos deste tema que julgo de importância, por isso que merecem ser abordados.

É bom pensarmos nos obstáculos que são enfrentados quando confessamos a Cristo. Não deveria haver qualquer resistência pois devemos obedecer aos claros mandamentos da Escritura; Contudo, há alguns tipos de impedimentos ao testemunho de Cristo bem comuns entre o povo de Deus que convém mencionar.

O primeiro deles é o temor do homem: o medo das repercussões; o medo do que o povo venha a dizer. Paulo  escreve na sua segunda epístola a Timóteo: “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (II Tim. 1: 7). De fato não cultivamos um espírito de receio e covardia, na oportunidade do testemunho, porque amamos a Deus, a Jesus, seu Filho e  nosso Redentor, e também aqueles, a quem evangelizamos; neste ponto podemos citar o apóstolo João na sua primeira epístola, ao escrever: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor, visto que o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor” (I Jo. 4: 18).

Temos a consciência de que não somos perfeitos, mas devemos buscar a excelência em tudo para a glória do nosso Deus e extensão do Reino do nosso Senhor Jesus Cristo. Isto nos faz recordar o que o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses: “Posso todas as coisas, naquele que me fortalece” (Filip. 4: 13). E isto sempre através de Cristo que prometeu estar conosco “todos os dias”; é ele que nos dá força, vigor e entusiasmo para o desempenho adequado da importante tarefa de testemunhar de Cristo.

Um   segundo  impedimento  a  mencionar é a  vergonha.  Nesta  altura podemos voltar à leitura da segunda epístola de Paulo a Timóteo onde o grande apóstolo escreve: “Não te envergonhes do testemunho do nosso Senhor, ...antes participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus”(II Tim. 1: 8).

Em terceiro lugar, é grande obstáculo ao testemunho de Cristo uma vida impura. Receia que o testemunho falado não seja coerente com o testemunho da vida em exercício, ou melhor, que a vida da testemunha não concorda com a sua pregação. E isto, não raras vezes produz escândalo e quebra de interesse nas coisas de Deus. Nestas circunstâncias  aconselhável é voltar-se para o Senhor e confessar-lhe suas falhas e temores, conforme escreveu o apóstolo João: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1: 9).

Não podemos, não devemos, e não temos razão para negligenciar o dever de confessar a Jesus como nosso Redentor e suficiente Salvador; não só nosso, mas do mundo todo. Assim, tem grande significação a forte exortação do Senhor: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda a criatura” (Marc. 16:15).

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt