Adoração VIII - último da série

Toda a terra e céus devem adoração ao único Deus Criador e sustentador de tudo o que fez em santo amor. Assim expressa a Escritura: "Toda a terra te adorará a ti cantará louvores" (Sal. 66:4).

Quando Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do Rei Herodes, vieram uns sábios do oriente a Jerusalém para prestar culto, para adorar o menino-Deus e diziam: "Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo" (Mat. 2: 1, 2).

Os anjos louvaram a Deus com este cântico: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra" (Luc. 2:13 e 16).

No Apocalipse na figura dos 24 anciãos, o Senhor era louvado e exaltado numa atitude de humildade na adoração, conforme escreveu o apóstolo João: "Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; lançavam suas coroas diante do trono, dizendo: "Digno és Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas" (Apõe. 4:10, 11).

O certo é que não se pode exagerar nosso dever de prestar culto de adoração ao nosso Deus como sendo o único alvo do nosso culto e o único digno do nosso louvor e adoração.

Em resumo, tratamos da significação de adoração. No passo seguinte, abordamos sobre a importância da adoração. Passamos, então, para considerar o objeto da adoração. Alinhamos algumas ideias com respeito à base da adoração. Mostramos que o Espírito Santo conduz o crente para a adoração, sem nos esquecer de tocar na maneira de adorar, e, por último, ocupamo-nos do impedimento á adoração.

Hoje, conforme prometemos, apontaremos outros embaraços à adoração, a saber:

1. A indolência - Um preguiçoso para exercer a energia necessária ao verdadeiro culto a Deus (Prov. 24: 30-34). Você vai gostar de fazer a

leitura desse texto. Experimente. Preguiçosos mentalmente falham no seu desejo básico de encontrar o Senhor e louvá-lo. A letargia espiritual deve dar lugar ao despertamento espiritual.

2. Impaciência - O Senhor quer que esperemos na sua providência. Isaías escreve: "Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças" (Is. 40:31). É preciso paciência para estar na presença de Deus em meditação na bondade e nas obras benditas do nosso Deus.

3. O Formalismo - O excesso de organização bem como de desorganização do culto pode emperrar o prazer e perturbar o coração livre na adoração a Deus.

4. O espírito não perdoador - implacável - (Mat. 5: 23, 24). Primeiro a reconciliação com seu irmão, depois a oferta ao Senhor cultuado.

5. O orgulho pessoal - racial, de educação ou de perfeição impede a verdadeira adoração, mas "Deus resiste aos soberbos; dá porém, graça aos humildes" (Tiago 4: 6).

A adoração é imaterial. É condição espiritual e não localização do crente. Adoramos a Deus quando invocamos o seu nome e entramos em sua presença pela fé.

Há dois resultados principais da verdadeira adoração, a saber:

1 - Deus é glorificado, visto que então recebe o louvor, honra e glória devidas a Ele.

2 - O crente será abençoado, pois Deus encherá o coração do adorador com alegria e paz. no constante fluir do culto que alegrará o seu coração, trazendo a glória do seu Santo nome sempre em evidência.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt