| O DÍZIMO NA EXPERIÊNCIA CRISTÃ - I |
| Razões por que o crente deve dar o dízimo |
| Baseado em Marcos 10:13-15 |
Há razões inúmeras para que o crente contribua com o dízimo, como um mínimo, para o sustento da causa. Mencionaremos rapidamente algumas: 1. O cristão deve dar o dízimo porque os pagãos o faziam, e não quereríamos que eles fossem mais liberais para os seus deuses de barro, do que nós para com o Deus infinito, Criador dos céus e da terra. 2. O cristão deve dar o dízimo porque os judeus o faziam. Se eles, obrigados pela lei, dizimavam e faziam ofertas alçadas, eu, constrangido pelo amor de Cristo, devo fazê-lo também. O dízimo cristão deve, todavia, ser diferente daquele que o judeu dava. O judeu dava um dízimo obrigatório, movido pelas exigências da lei; o crente dá um dízimo espontâneo, movido pelo seu amor a Deus e sua causa. Os cristãos substituíram a guarda cerimonial e exterior do sábado pela observância alegre e espiritual do primeiro dia da semana. O sábado judeu "nasceu de novo", por assim dizer, e a instituição resultante desse novo nascimento foi o domingo cristão. Assim também o dízimo deve ser "convertido", deve "nascer de novo" para que possa ser uma bênção no cristianismo. A força externa da lei deve vir substituída pelo dinamismo interno do amor. (II Cor. 9: 7). 3. O crente deve dar o dízimo porque esta é uma boa norma de contribuição. Todo membro de igreja deve ser sistemático e proporcional na sua contribuição. Se ele for adotar algum outro plano, fará melhor aceitando o plano que o Senhor adotou para o povo de Israel. O dízimo deve ser, todavia, considerado como um mínimo recomendável de contribuição, e não como o limite máximo da responsabilidade do cristão. O cristão não se sentirá satisfeito em parar onde o judeu parou, mas quererá ir mais adiante. Visto que o cristianismo é superior ao judaísmo, deve produzir resultados superiores na vida dos seus adeptos. O dízimo deve ser o primeiro degrau da escada, o ponto de partida para uma contribuição liberal que atinja as raias do sacrifício. Colgate, o famoso perfumista, começou dando um décimo, mas cresceu ao ponto de dar nove décimos para o trabalho do Senhor. O crescimento espiritual do crente deve evidenciar-se não só nas graças intangíveis que movem o coração, mas também na graça tangível que o move o bolso - a contribuição é, em regra geral, um bom termômetro do grau de espiritualidade e consagração do crente. 4. O crente deve dar o dízimo como expressão do seu reconhecimento da propriedade Divina. O solo, que o lavrador cultiva, pertence a Deus: "A terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo" (Lv. 25:23); os minerais e os tesouros da terra e do mar são dEle: "Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos" (Ag. 2:8; Os. 2:8); tudo que a terra produz é propriedade sua: "Faz crescer a erva para os animais, e a verdura para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento" (Sl. 104:14), toda a vida animal é de Deus: "Porque meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e minhas são todas as feras do campo" (Sl. 50: 10,11, Gn. 9: 2-3). Ao entregar, pois, o crente sua contribuição à igreja, está dando prova de que, como Abraão, reconhece que o Deus Altíssimo é possuidor dos céus e da terra. (Gn. 14:19). Essa lembrança constante da mordomia de sua vida, provocada pela entrega dessa parte para o trabalho de Deus, conservá-lo-á sempre humilde e grato àquele que lhe tem providenciado o necessário para vida. |
Pr. Walter Kaschel (Continua no próximo Boletim) |