Nossa dependência da parte do Criador é de saúde; de força; de roupa e alimento; de paz e amor; de bons sentimentos e justos juízos; do aumento da fé e da garantia do que esperamos; se dependemos de paciência nas aflições do tempo presente, tudo deve ser motivo para as nossas orações, então, é inquestionável a necessidade de sabedoria para orar.
A Palavra de Deus nos ensina como devemos orar. Aprendemos pela Escritura que precisamos ser guiados pelo Espírito Santo em nossa oração. O apóstolo Paulo nos ensina sobre a intercessão do Espírito nestes termos: “...Porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que, segundo Deus, intercede pelos santos” (Rom. 8: 26 e 27).
É certo e justo que devemos orar com fé na existência de Deus, como está escrito: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe (a Deus); porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe” ( Heb. 11:6).
Dizemos que toda oração envolve fé na existência de um Deus pessoal e amorável. Não tem sentido suplicar a ninguém. A oração do idólatra é sem conseqüência, porque se dirige ao nada, o que a Bíblia chama de vaidade. Paulo escreve aos Coríntios, dizendo: “Sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só” ( I Cor. 8: 4). Ao orarmos cremos que Deus “é galardoador dos que o buscam” (Heb. 11: 6).
Entendemos pela própria Escritura, que Deus prova a fé. Assim sendo, deve haver persistência no hábito de orar. No evangelho de Lucas, 18:1 – 8, na parábola do juízo iníquo temos a lição da persistência na oração, pela experiência da viúva que foi perseverante no seu pedido de justiça contra o seu opositor. O Senhor Jesus faz esta aplicação: “E Deus fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles” (v. 7). Persistência similar é ilustrada com a parábola do amigo importuno que foi bater à porta da casa do seu vizinho à meia noite para pedir pão emprestado com que pudesse alimentar seu inesperado visitante. Com a persistência da sua importunação, conseguiu o que queria. Jesus partiu daí para firmar este princípio: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”. O amigo importuno bateu, pediu, insistiu, e levou o pão.
Outro modo de pedir em oração é fazê-lo com humildade, conforme a promessa que está em II Crônicas 7:14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, e buscar a minha face...”. Salomão foi humilde em sua oração; o publicano, em contraste com o fariseu, também foi humilde; Um exemplo de petição digno de nota é o da mulher Cirofenícia que argumentou, dizendo: “Os cães também comem das migalhas que caem da mesa do seu senhor” (Mt. 15:27).
Ao orar deve haver em nós uma sincera disposição de arrependimento dos pecados, pois está escrito: “E se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cro. 7: 14b).
Devemos orar sem receios, e sem ansiedade, porque Deus pensa pensamentos de paz, e não de mal, para nos dar o de que necessitamos. (Jer. 29:11). O Senhor promete responder com presteza as nossas orações, no ensino do profeta Isaías: “E será que antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is. 65: 24). Vale a pena orar, conforme a vontade de Deus expressa na sua Palavra.
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