SEPARAÇÃO III |
Somos diferentes do mundo na fé, na esperança, no amor, n confiança, no relacionamento com Deus; na vida moral e espiritual; no sentimento e no amor ao próximo; no gosto pelas coisas e pelas pessoas; na escolha das palavras, e nas atitudes; no juízo que fazemos das pessoas; na consideração do presente e do futuro. A água e o azeite não se misturam; assim por natureza o crente é separado do mundo. Há uma separação ligada aos hábitos. O gato não gosta da água nem da lama; esse é o ambiente que dá prazer ao porco. O gato é diferente do porco; e não se misturam os hábitos. O ímpio é da imundícia, e se refestela no lamaçal do pecado. O crente é diferente do incrédulo é separado tio mundo. O crente de verdade não se sentiria bem enfiado num desses blocos carnavalescos, ou num ambiente adverso da sua inclinação natural. Há assunto em que a separação pode ser bem definida, mesmo sem lei regulamentar, do tipo: não faça isso, ou não faça aquilo. Eis algumas normas: 1. O casamento entre o crente e o não crente, no mínimo e desconcertante; a Bíblia diz: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis". (II Cor. 6: 14 -17). No livro do profeta Amos temos este questionamento: "Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Am. 3:3). Este é um princípio bem definido na Escritura e não muda com passar dos tempos. 2. Separação de toda injustiça: "(...) Porque, que comunhão tem a justiça com a injustiça?" (II Cor. 6: 14). Há até alguns que julgam incorreta a sociedade entre crentes e não-crentes. Neste caso também o equilíbrio não faz ma! ao próximo. 3. Separado de todas as obras das trevas, conforme argumenta o apóstolo Paulo: "E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Cor. 6: 14). O crente é habitado por Jesus, a Luz do Mundo. 4. Separação entre Belial, o velho demônio, II Cor. 6: 15: "E que concórdia há entre Cristo e Belial?" O crente é habitado pelo Filho de Deus. 5. Separação dos infiéis, II Cor. 6: 15: "Que parte tem o fiel com o infiel?" Devemos estar separados, pois não podemos ter verdadeira comunhão, a menos que se milite em hipocrisia para a destruição do crente em sua vida piedosa. O apóstolo João diz mais: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (l Jo. 5: 21). 6. Separação dos ídolos - "E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?" (II Cor. 6: 16). O crente genuíno é templo de Deus, habitação do próprio Senhor. A idolatria é demoníaca. 7. Separado dos falsos mestres que disputam as principais doutrinas. Esta é a advertência de Paulo: "Homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais" (l Tim. 6:5). 8. Separados das heresias - "Todo aquele que não persevera na doutrina de Cristo, esse não tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco e não tem esta doutrina, não o recebais em casa" (II Jo. 9-11). 9. Separados de todas as formas conhecidas de pecado e imoralidade, porquanto escrito está: "Sede santos, porque eu sou santo" (l Pé. 1: 16). Temos aí, as coordenadas que podem guiar-nos no exercício da separação do mundanismo que tanto desfigura o testemunho da fé. |
| Pr. José Alves da Silva Bittencourt |