CONFISSÃO DE CRISTO - I

Ao falar em confissão não podia deixar de citar estas palavras de Jesus: “Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus, mas, qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante do meu Pai, que está nos céus”. (Mat. 10:32,33).

Na língua hebraica confessar é yada, o que era expresso com o ato de estender a mão. Na maioria das vezes empregado na significação de confissão de pecados, conforme o Sal. 32:5, “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade  não encobri”. O termo hebraico pode significar também, compreender, reconhecer, saber, tomar conhecimento, concordar, etc.

O verbo empregado na passagem de Mat. 10: 32 que citamos é ỏμολογέω (homologéo) = dizer a mesma coisa. Quanto à sua variada significação é prometer, assegurar, dizer abertamente, reivindicar, louvar, homologar. No Novo Testamento o termo é usado como confissão ou reconhecimento de pecado. Como verbo, os escritores do Novo Testamento o empregam vinte vezes.

O apóstolo João mostra que a busca do perdão dos pecados deve ser feita mediante confissão. Ele escreve: “Se confessarmos os nossos pecados, ỏμολογωμεν ταί άμαρτίαι ήμών ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1:9).

No sentido de confissão de fé, Paulo registra: “E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filip. 2:11).

Feita esta abordagem inicial bastante e necessária, vem à nossa mente a confissão de Pedro, no evangelho: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mat. 16:16). É invejável a importância da confissão cristã. De fato a homologia (confissão) cristã é um fator vital, porque envolve a crença em Jesus como o Messias (Jo. 9:22); Jesus crido como Filho de Deus (I Jo. 4:15); a encarnação do Verbo Divino, na forma humana  (I João 4:2); crer em Jesus como Senhor Soberano (Rom. 10:9; Fil. 2:11); Jesus deve ser confessado diante dos homens e seguido com obediência sincera, e neste sentido João escreve: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne” (II Jo. 7).

José de Arimatéia foi um que não confessou a Cristo abertamente. (Jo. 19: 38). Mais tarde, no entanto, confessou abertamente a Cristo ao pedir o corpo de Jesus para dar-lhe sepultura. É impossível continuar crendo secretamente (Mat. 10: 32, 33; Rom. 10: 9). O destaque aqui é para duas partes essenciais para a salvação: 1. Crer no coração, que recebe o Senhor Jesus como Salvador; 2. Com a boca confessar que Jesus Cristo é o Senhor. O penitente ladrão, na cruz, confessou isto mesmo assim: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Luc. 23: 42). E Saulo no caminho de Damasco, dizendo: “Quem és, Senhor”. (At. 7:9). Então Paulo escreve: “Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”  (I Cor. 12: 3). Sendo lido com cuidado, verificamos que devemos exercitar a confissão a Cristo em nossas orações, porque, segundo Tiago, “tropeçamos em muitas coisas”. (Tiago 3:2)        

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt