Panorama dos Evangelhos VII |
O Ministério de Jesus continuou, mas encontrou a dureza de coração entre o povo de Nazaré, e especialmente, entre os Farizeus. (Mc. 6:1 -7: 23). A volta do Senhor para sua cidade onde estava sua residência não era um motivo de particular felicidade (6: 1-6). Não é surpresa que Jesus encontrasse dureza de coração. É a incredulidade e a tendência natural de coração não regenerado. Nem é mesmo surpresa que Jesus encontrasse descrença entre os líderes religiosos. A cegueira espiritual da família de José não lhe permitia ver a grandeza de Jesus. Filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão. Também estavam suas irmãs. Os de fora certamente julgavam que ele não passava de um homem comum do povo, pobre sem poder de influência social. Pensando assim, Divino não podia ser, tendo em vista que era homem, nascido de mulher tendo irmãos e irmãs bem conhecidos de todos. Pensar nele como Divino seria um escândalo para o povo e para os líderes. Na verdade erravam por falta de conhecimento das Escrituras. A mentalidade deles o considerava um mero filho de Nazaré circunscrito em seus limites. Jesus sabia quem era, e o que queria, por isso ele mesmo convocou os discípulos, delegou-lhes autoridade sobre os espíritos imundos s os instruiu para o desempenho do seu ministério (vs. 7-11). Com dedicação e determinação eles pregavam o arrependimento, expulsavam os demônios e curavam os enfermos (vs. 12-13). Deste modo a fama de Jesus o precedia. Herodes, pensava que Jesus era João ressuscitado, dentre os mortos. Ele atribuía as obras de Jesus a João (vs. 14 -16). Nos versos 17-29 temos o falso brilho da prisão e morte de João. Este servo do Senhor estava marcado para morrer, porque Herodes não o olhava com bons olhos, pois João havia criticado seu casamento com Herodias mulher de Felipe, irmão de Herodes. (v.17). João havia denunciado abertamente este casamento que lhe custou a vida. O Evangelho de Marcos 6: 30 - 32 narra o retorno dos apóstolos de sua primeira turnê de pregação. Ganham um período de descanso. A alimentação de cinco mil é outro exemplo de Jesus fazendo um milagre para satisfazer as necessidades do povo (vs. 33 - 44). Jesus enviou seus discípulos por barco para Betânia enquanto ele dispersava a multidão. Ele permaneceu sozinho para a oração. Depois de algum tempo na travessia sobreveio-lhes uma tempestade (vs, 45 - 57). Na quarta vigília da noite Jesus apareceu andando sobre a água. Ele acalmou o medo deles, entrou para o barco e repreendeu o vento (vs. 48-51). Foi para eles uma maravilha e um assombro ao mesmo tempo, visto que não tinham compreendido o milagre dos pães. (v. 52). Quando os discípulos atingiram Genesaré, o povo abarrotava as ruas com seus enfermos para que tocassem em Jesus e fossem curados. (53-56). Marcos 7: 1 - 13 mostra o enfrentamento mais severo de Jesus com os Farizeus. Jesus avisou a multidão do povo acerca das causas reais da corrupção. (7: 14-23). O texto nos ensina que a abstinência do, que entra pela boca é irracional - O coração é que reflete o resultado da depravação do homem. Doutro modo de pensar, ninguém deveria maravilhar-se do seu testemunho não ter sido recebido. O próprio testemunho de Jesus era rejeitado, apesar dos milagres tão evidentes. Entendemos que uma pessoa pode ser intensamente religiosa e não ser uma cristã genuína. A observância meticulosa de normas religiosas não garantem a verdadeira piedade. As mais aguçadas críticas foram dirigidas aos mais argutos observadores das tradições. Por último, podemos dizer sem medo de errar que muita hipocrisia de coração e nulidade religiosa residem nas acariciadas tradições. A tradição tende para cegar a pessoa para não ver a luz da verdade. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |