O CELIBATO DO CLERO

O casamento foi divinamente instituído quando o Senhor falou as palavras nupciais a Adão e Eva no jardim do Éden. As Escrituras afirmam que o matrimônio deve ser honrado em tudo. Figuradamente o casamento nas Escrituras aparece como um tipo de relação de Cristo para com sua instituição, a Igreja. No seu primeiro milagre Jesus honrou o casamento em Caná, na Galiléia. Ali ele deu plena aprovação ao casamento de maneira mais enfática.

A Bíblia dá ampla prova de que muitos dos mais nobres servos de Deus eram casados. Pedro e o evangelista Felipe eram casados. Os patriarcas e profetas assim como Moisés, Abraão, Noé, Isaias, Ezequiel, e Oséias eram casados. O sumo sacerdote da nação Israelita era por exigência casado. De acordo com o apóstolo Paulo, nenhuma classe de homens ou ministros foram impedidos de usar o privilégio do casamento, se desejassem contrair matrimônio. Não temos nós direito de levar conosco uma mulher irmã, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? (l Coríntios 9: 5).

O celibato do Clero não se tornou lei fixa da Igreja Católica Romana até o século XI. O Papa Gregório VII (Hildebrando) compeliu a Igreja Católica a adotar a norma em 1074 d.C., a fim de que ele pudesse assumir um controle autocrático sobre o Clero e as Ordens Religiosas.

Escritores católicos não cansam de comentar sobre a castidade, santidade, e pureza do estado celibatário, procurando deixar a impressão de que o celibato é mais santo estado do que o estado matrimonial. Contudo alardeiam o casamento como um dos Sete Sacramentos da Igreja.

Os Batistas se opõem ao Celibato do Clero por razões inquestionáveis, a saber:

A proibição do casamento para o Clero é contra as leis de Deus e da natureza; Cristo nunca mandou ou impôs o Celibato aos seus apóstolos. O Novo Testamento nunca impôs o Celibato sobre o ministério, pois isto proíbe a união para a qual Deus tem feito preparação em todos os corações; O estado de virgindade não é mais santo do que o casamento. Foi pelo casamento, pela maternidade que Deus deu ao mundo o seu Filho Unigênito para nos salvar.

O Celibato gera tendência para a solidão e a morbidez, estado doentio, dando oportunidade a graves tentações à imoralidade, que, de ordinário, os seres humanos são incapazes de resistir.

A Igreja Católica ensina que o casamento é um sacramento, e sendo assim, não pode ser fonte de corrupção para outros; no entanto, na corte Papal, que deveria ter sido um paraíso de virtude, não passava de algo mal cheiroso na concepção de Catherine de Siena (Ludwig Pastor, op. Cit., Vol. l, pp. 107-108).

O Celibato do Clero conduz à hipocrisia, desespero, e à incredulidade. Ele tem sido a causa de inúmeros escândalos e males. Portanto, não é uma doutrina de Deus, mas do Maligno, e uma marca de apostasia, proibindo o casamento. Por ele muitas almas foram atraídas para a perdição, porque foram vítimas de um arbitrário sistema de opressão. Destrói a liberdade dos seres humanos pela opressão de suas consciências.

O Celibato, por estas e outras razões, não é doutrina apostólica; nada que possa ser atribuído ao ensino dos apóstolos, ou às Escrituras Sagradas, mas a tiranos eclesiásticos e demagogos. O apóstolo Paulo previne a Timóteo contra o celibato nestes termos: O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento. (l Timóteo 4:1 - 3).

O ensino e prática do celibato não caracterizam uma igreja genuinamente cristã, pelo contrário!

Pr. José Alves da Silva Bittencourt