A SALVAÇÃO - VI

Um Resultado do PERDÃO

Já vimos que o perdoado tem a consciência do perdão de Deus, e com ele vive em paz. Isto significa que o perdoado tem a posse do perdão. É Cristo quem responde pelos nossos pecados perante a justiça Divina como nosso advogado. Assim perdoados em Cristo, “Nenhuma condenação há para os que creram em Cristo e foram perdoados por ele.

O importante, agora, é saber quais as condições requeridas para alguém alcançar o perdão de Deus. O primeiro passo a tomar é reconhecer que é pecador que não pode pagar esta dívida com seus próprios méritos ou por qualquer outro recurso humano. Então, como primeira providência é aceitar o perdão de Deus em Jesus Cristo. Para isso é preciso arrependimento, conforme o ensino dos apóstolos no livro de Atos: “Deus com a sua dextra o elevou (a Jesus) a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados (At. 5: 31). O arrependimento vem antes do perdão;  arrependimento é mudança de mente em relação aos propósitos de salvação de Deus. Em outras palavras, arrependimento é volta do pecador para Deus.

O apostolo Pedro exorta: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados” (At. 2: 38). A mulher pecadora mostrou-se humilde, expressando seu arrependimento com lágrimas. Então Jesus vendo a fé daquela mulher lhe declarou, “Os teus pecados te são perdoados”, e disse mais: “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Luc. 7: 36 – 50). Como podemos ver, o arrependimento conduz à fé e ao perdão. O perdão é o resultado.

        
A confissão é outra exigência, conforme ensina o apóstolo João: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” ( I Jo. 1: 9). O pecado não confessado não pode ser perdoado; eis a linguagem do salmista:

“Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado”( Sal. 32: 5). Esta foi a experiência de Davi e bem pode ser a de todo aquele que se confessar ao Senhor. E cada um precisa faze-lo por si mesmo.

Uma condição clara para ser perdoado é perdoar os outros, conforme Jesus ensina: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mat. 6:15). Praticamente é como está no evangelho de Lucas: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis, não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão” (Luc. 6: 36,37).

É notável a exortação de Paulo em Ef. 4: 32: “Sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. O perdoado é exortado a ser imitador de Deus na disposição para perdoar e construir a paz. Neste sentido uma leitura recomendável é Mat. 18: 21 – 35.

Em resumo são estas as condições para alguém ser perdoado: Arrependimento, fé, confissão de pecados e perdoar os outros. É por aí que se alcança a comunhão com Deus e com o próximo.

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt