Na introdução desta série de artigos dissemos que comunhão cristã é muito mais profunda e mais doce do que a comunhão secular.
Mostramos que a base desta comunhão entre os irmãos de fé está em "andar na luz, como ele na luz está". Em síntese, a comunhão cristã firma-se na comunhão com Deus. Umas das nossas primeiras indagações foi com quem realmente temos comunhão, e pela Palavra de Deus aprendemos que é com o Pai e com o Filho ( l João 1: 3). Outro ângulo deste assunto que nos preocupou foi, por que devemos ter comunhão com os outros? Verificamos, então, que se trata de uma ordenação do próprio Deus nos termos em que escreve o autor do tratado aos Hebreus: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns" (Heb. 10:25). Por outro lado, aprendemos que a unidade da comunhão oferece enorme resistência, conforme o livro de Eclesiastes: "Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três cordas não se quebra tão depressa" (Ecl. 4: 12). Depois disto, procuramos saber como, de fato, podemos e devemos ter comunhão. Chegamos a compreender que pela própria natureza da igreja em suas várias reuniões e encontros no intuito de atingir seus nobres e santos propósitos o povo de Deus está sempre exercitando a comunhão. E assim, pensamos e anotamos alguns pontos salientes dos propósitos da comunhão cristã. Entre eles o de fortalecermos uns aos outros; encorajarmos uns aos outros, e compartilhar experiências destiladas de várias circunstâncias do viver cristão.
Hoje, julgamos de suma importância, pensando negativamente, perguntar: "Com quem devemos negar comunhão? O apóstolo Paulo, tratando da idolatria manifestada pelo culto aos demônios, ele diz que o ídolo é nada e que os sacrifícios em seu favor é culto aos demônios. Então diz claramente: "Não quero que tenhais comunhão (κοινωνούς) com os demônios" (l Cor.10: 20 ). Isto inclui toda forma de engano, cartomantes, necromantes, mediunidade espiritista etc.
Os crentes devemos negar comunhão com as obras das trevas nestes termos: "Não comuniqueis com as obras infrutíferas das trevas, mas antes condenai-as" (Ef. 5: 1). Os homens sem Deus "amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Estas pessoas são alvo das nossas orações e esforços evangelizantes, mas não comunhão nas coisas espirituais.
Nossa comunhão espiritual é com Deus, e com os filhos da luz.
Ao encerrar esta série de estudos, nada mais justo do que pensarmos nos resultados da comunhão cristã, os quais devem ser conforme sugerimos: (1) Aprendermos a andar na luz da obediência à vontade do Senhor (l João 1: 7); (2) Aprendermos a sofrer juntamente (Filip. 3: 10); esta é uma comunhão muito significativa; (3) Aprendermos a servir juntamente (Gol. 4:7); (4) Aprendermos a confortar uns aos outros (l Tess. 4: 18); (5) Aprendermos a orar uns pêlos outros (l Tess. 8:25), (6) Aprendermos a levar as cargas uns dos outros (Gal. 6:2); (7) Aprendermos a nos regozijar uns com os outros (Rom. 12:15), sabendo que a felicidade é contagiosa e revigorante; (8) Nós crescemos e irradiamos luz e calor pelo Senhor (II Ped. 3: 18). Assim, pela comunhão damos e recebermos bênçãos.
Quando você permanece em sua casa, onde você pode orar, ler a Palavra de Deus e meditar, o que não é de todo ruim; a esse procedimento você acrescenta tempo para ouvir sermões pelo rádio ou sua exposição pela televisão, contudo este hábito não exercita a comunhão fraternal, o que constitui uma forma de engano. O certo e elogiável é comungar com o Senhor nesta exortação: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Heb. 10: 25). O Senhor seja louvado!
Pr. José Alves da Silva Bittencourt