Há uma pergunta simples, mas de elevada significação que indaga com quem temos comunhão. É uma cogitação simples, e de resposta também sabendo-se que crente, necessariamente tem duplo relacionamento sem complicação. Essa comunhão é com o Pai, é com o Filho, como declara o apóstolo João: "A nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo" (l João 1: 3). Somos nascidos na família de Deus e agora, como um membro da família real, realmente, temos comunhão de coração para coração. Segundo o apóstolo Paulo, trata-se de uma vocação que ele põe nestes termos: "Fiel é Deus pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor (l Cor. 1:9).
O outro aspecto da comunhão do cristão é com o seu irmão ou irmã, qualquer que seja a sua função. O apóstolo João escreve: Para que tenhais comunhão conosco. isto é, com os apóstolos que são nossos irmãos em Cristo. O mesmo apóstolo escreve também: Temos comunhão uns com os outros (l João 1: 7).
Os crentes amam estar juntos; conversar juntos; para orar juntos; para alegrarem-se juntos, rirem-se juntos; chorarem juntos, eles gostam de estar juntos pelo simples fato de estar juntos.
É uma característica dos crentes reunir-se para falar das coisas do Senhor e repartir experiências e testemunho. Temos que admitir isto que se dava com mais freqüência e gosto antes do rádio e da televisão. Os simples ajuntamentos fraternais que se dão após os cultos demonstram essa agradável e santa tendência de estar juntos. Até é costume referir-se a essa tendência de gostar de estar juntos como algo que os caracterizam como um povo gregário. E quando o gosto por esses ajuntamentos começa a escassear-se é forte sintoma de alguma afetação espiritual. É hora de tomar as providências preventivas adequadas.
Nada é mais importante na comunhão fraternal, do que o seu constante exercício. É forte característica da nova criatura, e, como diz o ditado: Pássaros da mesma pena voam juntos, e este outro: Caetetu fora da manada é papá de onça. Isto remete o nosso pensamento imediatamente à palavra exortativa do apóstolo Pedro: "O Diabo nosso adversário, anda em nosso redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (l Ped. 5:8).
Tudo indica que temos necessidade de exercitar essa comunhão, porque ela resulta no fortalecimento e encorajamento de todos; o isolamento cristão, na igreja e mesmo na comunidade pode levar alguns a cair no desânimo e no enfraquecimento espiritual. Podemos dizer, então, que o exercício da comunhão em todos os aspectos é um sagrado dever de uns para com os outros. É correto aquele slogan que tem alavancado algumas campanhas evangelísticas: "Família que ora unida permanece unida".
Motivos não faltam ao povo de Deus para vivermos em comunhão, porque temos um Pai comum, um Senhor, Salvador e Mestre comum e um Espírito regenerador e santificador comum.
Em primeiro lugar está a comunhão que mantemos com o Senhor na oração, e na leitura da Palavra de Deus - a Bíblia Sagrada, e daí com os irmãos e irmãs. A comunhão cristã irradia da face dos santos. Quanto mais a exercitamos mais nos parecemos com o nosso Criador, Salvador e sustentador.
Pr. José Alves da Silva Bittencourt