Arrefecimento Espiritual VI - Último de uma série de seis – |
O alvo legítimo da soberana vocação é o próprio Deus em Cristo Jesus. Portanto, rejeitar a tomada desta atitude é pecar. É uma queda espiritual deste ser que foi criado com o propósito de honrar e servir ao Criador livre e espontaneamente. O homem não foi feito para a perdição espiritual; logo, cada pessoa tem toda a possibilidade de buscar ao Senhor de todo o coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento. Para isso ele tem a revelação e dom da fé com a liberdade de escolha do caminho a tomar. A leitura de Hebreus 6:4-6 mostra-se que o povo judeu tinha todas as condições para tornar-se um povo cristão, mas tergiversou. Deste modo foram avisados de que se caíssem de tal extraordinário patamar de revelação, era-lhes impossível reformular todo o processo com a mesma finalidade de os levar ao arrependimento de passar da lei para a graça salvadora de Deus em Cristo. O povo falhou em confessar a Cristo seu Senhor e Deus. "Os seus não o receberam". (João 1: 11). Resta-nos agora considerar os resultados do arrefecimento espiritual. Haverá uma perda de poder, uma perda de paz, uma perda de felicidade. A queda espiritual conduzirá à perda da recompensa; a pessoa "sofrerá o dano". Paulo escreveu em sua primeira epístola aos Coríntios esta advertência: "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento"; (l Cor. 3: 15). Mas Deus não quer que ninguém se perca. O melhor para cada pessoa é a obediência ao ensino das Escrituras. Elas são a palavra de Deus que não pode falhar porque é a verdade, como está escrito: "A tua palavra é a verdade". O povo é convidado a voltar-se para Deus, a converter-se do seu mau caminho. O Senhor fala através do profeta Jeremias, dizendo: "Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos a ti; porque tu és o Senhor nosso Deus" (Jer. 3: 22). O amor de Deus se destaca na sua promessa de perdão para o que se arrependi; e volta. É simplesmente notável o que Deus declara pela instrumentalidade do profeta Oséias, dizendo: "Eu sararei a sua perversão, eu voluntariamente, os amarei; porque a minha ira se apartou deles" (Os. 14: 4). Se prolongarmos a leitura até o verso sete, constataremos que o texto descreve o resultado feliz do Israel arrependido e a misericordiosa resposta à sua petição. (1) O perdão buscado é assegurado, e aquele perdão para o maior pecado - o da queda pelo arrefecimento espiritual, e assim para com todas as menores transgressões. Neste sentido, o ensino do Novo Testamento pela boca do Senhor Jesus é este: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mat. 7: 7). (2) Outra lição é que há pleno perdão, amor e sua misericórdia superabundante para o que confia em Deus. Nesta conclusão do estudo sobre arrefecimento espiritual, cabe a exortação em nome do Senhor e pela Sua força que jamais esfriemos com relação a nossa fé, para que sejamos "sempre firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor". E isto nos faz lembrar esta admoestação do Apocalipse: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apõe. 2: 10). O verdadeiro cristão tem verdadeira repugnância ao arrefecimento espiritual, pois ele é fiel, conforme afirma o salmista: "Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam"(Sal. 101: 3). O alvo supremo da nossa carreira é Jesus; é para ele que devemos olhar, e nunca perdê-lo de vista. (Heb. 12: 2). Jesus foi o alvo de Paulo. Ele diz: "Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fil. 3: 14). "O justo viverá da fé"; O Senhor tem prazer na alma fiel. "Não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma" (Heb. 10:38,39). |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |