Beba com moderação II

O título em epígrafe serve muito bem para justificar a propaganda de bebida forte, e iniciar pessoas incautas no vício da bebedeira, ao mesmo tempo que oferece os óculos escuros da temperança em lugar da clara visão da abstinência.

Queremos saber o que Deus, o Criador diz a respeito da tolerância com a bebida forte. Em outras palavras, se há nas expressões Divinas alguma indulgência sobre a bebida alcoólica. Diz o Senhor: "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio" (Prov. 20.1). Por aí Deus mostra que somente o tolo consome esse tipo de bebida.

No mesmo livro de Provérbios, tratando do efeito da bebida forte para os seus consumidores fica evidente que para esses são os ais, os pesares, as pelejas, as queixas, as feridas sem cura e os olhos vermelhos. O texto referido aconselha não olhar para o vinho, quando se mostra vermelho, no copo, pois morderá como a cobra, cria distúrbios para a mente, entorpece e vicia, a ponto do bêbedo despertado afirmar: "Ainda tornarei a buscá-lo outra vez" (Prov. 23.29-35).

O profeta Isaías diz: "A coroa da soberba dos bêbados de Efraim será pisada aos pés" (Is. 28.3). O profeta ainda afirma que por causa da bebida forte são desencaminhados até os sacerdotes, os profetas andam errados na visão e tropeçam no juízo" (Is. 28.7).

No livro de Oséias aprendemos que: "A incontinência e o vinho, e o mosto tiram a inteligência" (Os. 4.11). Bebida forte e incredulidade quase sempre andam juntas.

A leitura de l Cor. 6.10 mostra distintamente os que não entrarão no reino de Deus, onde uma lista menciona ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes. Também em Gal. 5.21 o apóstolo Paulo faz uma lista de outras coisas cujos praticantes não herdam o reino de Deus, e entre elas aparecem as bebedices. É bom conferir, na sua Bíblia.

Há muitas razões pelas quais devemos aceitar a abstinência de preferência á simples temperança:

  1. Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e não deve ser profanado de modo algum (l Cor. 6.19). Não temos esse direito, porque não somos de nós mesmos.
  2. Cada crente deve ser sempre um exemplo de bons costumes.
  3. Devo ser o guardador de meu irmão (Gen. 4.9). Tenho a responsabilidade de ajudar o meu próximo - amigos, conhecidos - ao viver uma vida nobre, correta e justa.
  4. Somos mordomos do nosso dinheiro e não temos absolutamente, o direito de gastá-lo com aquilo que não é pão (Is. 55.2).
  5. Nenhum crente tem necessidade de permitir e ceder à tentação de "beber social ou moderadamente" a cada tentação porque Deus garante um meio de escape (l Cor. 10.13).
  6. A Bíblia diz que o crente em Cristo foi redimido do pecado, portanto, deve recusar voltar a essa escravidão, conforme diz Paulo: "O pecado não terá domínio sobre vós, pois estais debaixo da graça" (Rom. 6.14).
  7. O crente deve ser uma testemunha viva do poder de Deus e não ter um procedimento que insulta a graça e a bondade de Deus. Seu caminho de vida deve ser o estreito, de quem é realmente livre e não libertino. Meu padrão de vida deve ser o mais exemplarmente elevado, segundo a Palavra de Deus.
  8. O caminho da abstinência destaca a fé e o poder de vontade, mostrando que ninguém tem que ser "moderado" para ser popular. O que temos de priorizar é o reino de Deus.
  9. Por amor à glória de Deus, por amor à família, à sociedade em que vivo, pela minha segurança e a do meu próximo devo ensinar a abstinência em vez da insignificante "moderação".

Se somos o que fazemos repetidamente, então, é aconselhável primarmos pela Excelência da abstinência, fazendo disto um hábito.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt