CONFISSÃO DE CRISTO - VI - último |
Pensando bem há perigo e vantagem relacionados com o testemunho de Cristo. O apóstolo Paulo exclama: “Ai de mim se não anunciar o evangelho” (I Cor. 9: 16). Testemunhar é um privilégio, mas, antes de tudo, é um dever, pois a Escritura diz: “Fala e não te cales”. Esta é uma ordem do Senhor a Paulo (At. 18: 9). Se calarmos, os necessitados da salvação não ouvirão e não tomarão sua decisão no que respeita à salvação, porque é “Com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão, para a salvação (Rom. 10: 10). A Bíblia diz que aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Primeiro hão de crer, depois invocarão. Aqui tem lugar incomum o testemunho da nossa fé em Jesus Cristo. Com isto estaremos responsabilizando os ouvintes, porque não poderão vir a dizer: “nunca me falaram de Cristo”. Temos a consciência de que todos nós os crentes e salvos somos enviados a anunciar as boas novas de salvação em Cristo Jesus, por ele mesmo. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”. E a tarefa do testemunho não para aí, porquanto o Senhor ressurreto acrescenta: “Fazei discípulo de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mat. 28: 18 – 20). É bom que atentemos para este provérbio: “Quem ganha alma sábio é” (Prov. 11: 30). Tiago, o irmão do Senhor faz esta observação: “Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados” (Tiag. 5: 20). Conforme dizíamos no começo deste artigo, há perigo de não testemunharmos. E aqui remeto os meus leitores a apreciarem comigo a leitura de Ezequiel, onde ele faz esta observação: “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o demandarei da tua mão. Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio de seu caminho, para que se converta dele, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma” (Ez. 33: 8, 9). Somos tratados como atalaias, e ao lado desta honra e privilégio temos grande responsabilidade, porque a segurança das almas depende da nossa fiel atuação. É nosso dever avisar o ímpio para que se arrependa, crendo em Jesus. Devemos fazer tudo para não falharmos no desempenho da nossa tarefa, porque há o perigo do avisado se acomodar e não tomar uma decisão livre de estarmos implicado na condenação do ímpio. O que dá testemunho deve estar certo de que está honestamente certo. Porque o povo escarnece da sua ansiedade. Cada um procura convencer-se de que o perigo não está tão perto como afirma o pregador. O servo do Senhor, contudo, está seguro, sabendo que, se fizer seu dever, livrará sua alma. Sua obra pode perecer nas chamas; ele mesmo, porém, pode ser salvo, ainda que pelo fogo (I Cor. 3: 15). Resta saber se você já tem sempre confessado a Jesus como Salvador suficiente e único; como Senhor e Mestre. Então, “Sê fiel até a morte” (Apoc. 2: 10). |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |