O DÍZIMO NA EXPERIÊNCIA CRISTÃ - II
Razões por que o crente deve dar o dízimo
Baseado em Marcos 10:13-15

Em I Crônicas 29 temos um salmo de louvor, em que Davi expressa a alegria do povo em poder contribuir para a construção do templo. Nessa sublime oração devem impressionar-nos estas palavras: "Porque, quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de Ti e da Tua mão to damos" (I Cr. 29: 14).

         5. O crente deve dar o dízimo porque esse sistema de contribuição, como um mínimo, é o único capaz de resolver o problema financeiro do reino de Deus. Se cada membro da igreja fosse dizimista, o trabalho do Senhor não estaria sofrendo, nem os campos missionários clamando por reforço. Haveria bastante para todas as causas, e o evangelho se espalharia rapidamente pelos quatro cantos da terra, apressando assim o dia da volta de nosso Salvador amado.

>       Três Fatos Importantes com Relação ao Dízimo

Ao contribuir com esse mínimo, um décimo, devemos ter diante de nós três perguntas:

1.       Como foi que ganhei esse dinheiro do qual vou dar o dízimo?

É  essencial  que  o  dinheiro  tenha  sido  ganho  honestamente, como resultado do trabalho e esforço do contribuinte, para que traga bênção ao seu coração. Dinheiro ganho por vias escusas, misturado com o fermento do mundo, é um ácido a queimar constantemente as mãos e a consciência do seu possuidor.

2.       Depois de ter dado o dízimo, quanto me resta?

Para  alguns,  dar o  dízimo  é  um  ato  de f é,  por  causa  do  salário minguado que recebem e da família numerosa que têm. Para outros é uma parcela  relativamente  insignificante  da sua entrada mensal. Suponhamos uma  família com muitos filhos,  vivendo numa  cidade grande e recebendo um ordenado ridículo, e de outro lado um casal sem filhos, na mesma cidade, com ordenado folgado. Depois de dar o dízimo, uma tem justamente o essencial para viver, enquanto a outra tem mais do que precisa para sua manutenção. Nesse caso, tendo ambos dado o dízimo, o primeiro deu muito mais que o segundo, porque num caso houve esforço maior do que no outro. A proporção da contribuição do crente deveria subir na razão direta do dinheiro que tem, isto é, quanto maior seu ordenado e quanto menor sua despesa forçada, tanto maior deveria ser em proporção, sua contribuição.

3. Depois de ter  dado o dízimo, como irei gastar os outros nove décimos?

É errôneo o ensino de que um décimo é de Deus e os outros nove são nossos. Todos os dez décimos pertencem a Deus, mas Ele bondosamente permite que usemos parte para nossa manutenção e bem material, confiante em que daremos para manutenção da sua santa causa tudo que pudermos dar. O dízimo é o mínimo razoável que poderemos dar com uma consciência cristã esclarecida. Depois de entregar à igreja o nosso dízimo, devemos pedir a direção divina para gastarmos sabiamente os nove décimos restantes. Eles são tão sagrados como o décimo que demos para o trabalho do Senhor.

 

Pr. Walter Kaschel

(Continua no próximo Boletim)