A Salvação - II

Uma Adoção

 

Por definição o filho adotivo, é um ser jurídico, posto no seio da família com direitos e deveres de filho. Neste caso a adoção é feita por Deus na base da aceitação de Cristo como Salvador pessoal. Isto combina com a natureza santa de Deus que não tem pacto com a impureza: a adoção é por Cristo, cujo sangue ''nos purifica de todo o pecado" (l Jo. 1: 7). Esta transformação do ser foi operada peio Espírito de Deus por consentimento do pecador arrependido e crente. Então, por todas estas considerações o filho por adoção nunca deixa de ser "herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo Jesus'', consequentemente. esse ser jurídico que. antes de tudo é um regenerado pelo Espírito Santo é filho de Deus. e como o ser, não volta ao não ser, jamais, até porque, os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Rom. 11: 29).

O apóstolo Paulo afirma em sua epístola aos Efésios: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o bom prazer da sua vontade" ( Ef. 1: 5). Nos dias de Paulo, a adoção era um ato privado de receber um estrangeiro no seio da família como filho; havia, entretanto, um ato legal, público e cerimonial de reconhecimento do filho na qualidade e capacidade de herdeiro. Até que essa cerimônia fosse desempenhada, efetivamente a criança diferia pouco dos servos na casa.

A adoção era o ato de Deus, por onde ele colocava o crente justificado como um filho adulto para gozar dos privilégios e responsabilidades da posição, sabendo-se que o termo não dá ênfase ao parentesco com Deus. mas à posição perante Ele.

No livro de Êxodo, capítulo 2. Moisés tornou-se um filo adotivo da filha de Faraó com todos os direitos e privilégios daquela posição quando ele alcançou a maturidade. No tratado aos Hebreus. 11: 24 Moisés rejeitou sua posição privilegiada no Egito por alguma coisa melhor, "pois pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó".

Essa era uma posição legal em que ele foi posto por vontade alheia. mas não por sua própria vontade e escolha. É bom termos em mente que a adoção de filho não se faz no sentido espiritual sem que o adotado tenha exercido fé em Jesus como Salvador pessoal, transformado numa nova criatura pelo poder de Deus; portanto, com toda liberdade e discernimento, exercido seu pleno direito de livre-escolha. Não é sem condição que se dá a adoção cristã. Sobre isto trataremos também nos limites do próximo artigo.

 

Pr. José Alves da Silva Bittencourt