Entre os muitos tópicos sobre a oração sobressai este: As condições para termos respondidas convenientemente as nossas petições. A Palavra de Deus trata do assunto; é através da sua leitura que descobrimos tais condições.
A primeira dessas condições mostra-nos que precisamos orar segundo a vontade de Deus. Em Rom. 8: 26 lemos assim: “O Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos como havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós”. E no verso 27 deste mesmo capítulo lemos: “É ele que, segundo Deus intercede pelos santos”. No Getsêmane, Jesus “prostrou-se sobre seu rosto, orando e dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26: 39).
Quando orarmos precisamos ter o espírito de perdão, o que é a segunda condição. O texto bíblico diz: “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que nosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas: . (Mc. 11: 25).
Outra condição é orar com fé, na expectativa de receber, sabendo que Deus é misericordioso: “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis (Mc. 11: 24). Neste aspecto Tiago escreve: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando”. O duvidoso não “deve pensar que receberá do Senhor alguma coisa” (Tiago 1: 6, 7).
Nesta lista não podia faltar a prática dos mandamentos. A base para esta quarta condição está no ensino de João, na primeira epístola assim: “Qualquer coisa que lhe pedirmos, dele receberemos; porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista” ( I Jo. 3: 22).
Uma outra condição deve ser lembrada com toda a atenção: devemos estar em Cristo. O apóstolo João escreve no evangelho que tem o seu nome, o seguinte: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito” (Jo. 15: 7).
A sexta condição é que a oração seja feita no Espírito Santo. Agora, passemos a palavra a Judas que escreve: “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (v. 20). Porque queremos dar ênfase ao orar no Espírito, citamos Paulo, escrevendo aos Efésios: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef. 6: 18). Nossos princípios de crença – “a nossa santíssima fé” passada de Jesus Cristo aos apóstolos, dos apóstolos à igreja local, e da igreja local, por ministros fiéis, a nós outros. Portanto, orar no Espírito Santo é orar segundo a revelação dada pelo Espírito Santo, e não segundo o que imaginamos ser. A oração só se mostra e resulta poderosa se feita, segundo o que o Espírito Santo revelou na Palavra de Deus, que é nossa regra de fé e prática.
A última condição para a oração é ser feita em nome de Jesus Cristo. Só o abono de Jesus às nossas petições nos garante uma resposta adequada às nossas necessidades, para que tenhamos o gozo de viver. O apóstolo João no Evangelho, escreve, citando as palavras de Jesus: “Até agora, nada pedistes em meu nome: pedi, e recebereis” (Jo. 16: 24).
Lembremo-nos, então, que a oração deve ser dirigida ao Pai, em nome de Jesus, isto é, por seus méritos. Fazendo assim, encontraremos a satisfação que resulta no pleno gozo da vida abundante que o Senhor nos outorga. |