CONFISSÃO DE CRISTO - II

Lemos no evangelho de João que o Espírito Santo convence o mundo do pecado da justiça e do juízo. (Jo. 16: 8). Se o pecador fica convencido desta realidade espiritual precisa confessar a Jesus seus pecados, se quiser ser perdoado.

Um ponto de muito interesse a ser notado é que essa confissão a Cristo não é auricular, mais audível e pública, senão vejamos o que Mateus registrou proveniente da própria boca do Mestre: “Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus, mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante do meu Pai que está nos céus” (Mat. 10: 32, 33). Cada um deve confessá-lo de modo audível e público, porque esta é a sua vontade e o seu mandamento, conforme a leitura deste texto de Mateus.

Esta confissão constitui uma fonte de auxílio e força em nossa vida. Ao confessar Cristo, muitas vezes a maior bênção é a alegria que traz ao nosso coração. Tal atitude fortalece nossa fé, e nos dá maior coragem para daí tirarmos maior proveito. Assim, o testemunho cristão não fica sujeito a desviar-se, a resvalar. Muitos infiéis demonstram sua queda, suas falhas quando se vêem na obrigação de confessar Cristo publicamente.

A confissão de Cristo traz real alegria ao convertido. Alegria que vem da obediência a ele. Isto aconteceu comigo, quanto me converti e testemunhei minha fé pelo batismo. É algo indiscutível, mas é plenamente experimental. Cada genuíno crente tem este testemunho a dar. É dever do convertido que ele pratique sua confissão com naturalidade.

É certo que a confissão a Cristo soluciona inúmeros problemas. Por ela outros ficam sabendo quem você é, e o que você representa. É evidente que é necessário ter coragem para confessar Cristo num mundo tão perverso e da mais espantosa libertinagem. Por outro lado, é preciso entender que o mundo  despreza  o fraco e covarde cristão, isto é, aquele que diz que é, mas não dá testemunho da sua fé.  Lendo o apóstolo Paulo em sua segunda epístola a Timóteo, ele escreve:  “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, (de covardia), mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”  (II Tm. 1: 7).

As atrações para lugares de divertimentos mundanos podem ser utilizados e revertidos como convite afim de que a igreja possa multiplicar suas atividades na tarefa de confissão de Cristo como uma resposta às necessidades mais profundas tanto da nossa parte como da parte do mundo que nos rodeia. Isto se faz com a entrega de literatura evangelizante, o que pode provocar rica oportunidade para a expansão do Reino de Deus. Há outros meios de comunicação. Considerando a liberdade que gozamos, o testemunho da nossa fé em Cristo como Redentor eterno e único é uma questão de criatividade. Isto por causa do que Cristo fez e faz por nós. Se alguém fizer uma grande coisa por você, você deve ir falar sobre isto a todo o mundo. Somos salvos pelo grande Salvador, e certamente devemos contar estas boas novas a todos.

O apóstolo Paulo declara: “Cri, por isso falei; nós cremos, por isso também falamos”. Então, confessemos a Cristo sempre e em todas as oportunidades em alto e bom som.

 
Pr. José Alves da Silva Bittencourt