Depois da perpétua virgindade de Maria, segue, o dogma da Assunção de Maria ao Céu. Como o leitor pode perceber a mente idólatra do romanismo é de uma invencionice sem igual. Não é invejável, mas supera em muito a mentalidade pagã.
A doutrina da Assunção de Maria ao céu foi recentemente definida pelo Papa Pio XII, em novembro de 1950 e constitui a mais recente adição à estrutura dogmática da Igreja Católica. Isto é uma realidade no culto da Igreja Católica; entretanto, até 1954 não havia uma declaração oficial do pronunciamento, cujo principal ensino é o seguinte:
1. Que Maria, depois da morte, foi elevada ao céu no terceiro dia;
2. Que ela foi corporalmente "elevada" ao céu imediatamente, e ali coroada.
A definição do dogma é recente, mas a idéia vem de longe. Na BULA MUNIFICIENTISSIMUS DEUS, Pio XII decretou que "A imaculada Mãe de Deus, a Maria sempre virgem ao terminar o curso de sua vida terrena, foi arrebatada, de corpo e alma, para a glória dos céus". A doutrina foi oficializada em 1°. de novembro de 1950 dogmaticamente e, de modo generalizado, era acolhida desde o século IV D.C., mas a celebração litúrgica da Assunção, ou Morte da Virgem, torna-se explícita no século V D.C. observada a 15 de agosto. É bem verdade que no século IV D.C. a doutrina aparece pela 1a. vez em escritos apócrifos sob os títulos: A morte de Maria, Livro da Morte da Bendita Virgem e Exéquias de Maria. Tais escritos são tomados como espúrios em decretos atribuídos ao papa Gelásio embora aceitos por Gregório de Tours, falecido em 594 - século VI. Como se vê, esta doutrina é extra-bíblica firmada tão somente na autoridade papal. (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, Vol. 1,1997 SP.).
Melhor dizendo, esta é uma concepção doutrinária inteiramente da tradição católica, visto que não há sequer uma palavra concernente a isto na Palavra de Deus, a Escritura inspirada pelo Espírito Santo. Não há de forma alguma, historicidade testemunhal e material em evidência sobre quando e onde Maria morreu; nem há quaisquer testemunhos na história da ressurreição de Maria e sua ascensão ao céu. Sendo assim, não podemos deixar de fazer coro com quem afirma que a Ascensão de Maria ao céu não passa de uma absoluta invenção do romanismo.
Não foi assim com a ressurreição de Jesus Cristo. Ele morreu, mas voltou à vida ao terceiro dia e foi visto por Maria Madalena, por dois discípulos, no caminho de Emaús. Foi comprovado por Tomé que lhe tocou nos ferimentos da cruz. Visto por mais de quinhentos irmãos dos quais ainda viviam a maior parte; foi visto por Cefas e depois por todos os apóstolos, e por fim apareceu também a Paulo de Tarso, no Caminho de Damasco, (l Cor. 15:1-8). Comeu com os discípulos. Assim, aqueles que o viram morto, sepultado e ressuscitado, também o viram sendo "elevado às alturas, e uma nuvem o "recebeu ocultando-o a seus olhos" (At. 1:9-13).
A Ressurreição de Cristo fazia parte da obra redentora (Luc. 24: 1-12). Deste milagre, sim, largamente divulgado, comprovado nos evangelhos, anunciado nos Atos e comentado nas epístolas dependem todas as verdades do Antigo e do Novo Testamento.
Maria de fato morreu, e está no céu com o seu Redentor Jesus Cristo, conforme todos os remidos. Maria não ressuscitou, não tinha necessidade disto. Contudo, da ressurreição de Cristo depende a nossa esperança eterna.(l Cor. 15: 14) Sobre isto os anjos que guardaram o túmulo testemunharam dizendo: "Não está aqui, ressuscitou conforme havia dito" (Mat. 28:6). Sobre a ressurreição de Jesus há este marco histórico que ninguém pode remover, o túmulo vazio.
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |