A igreja foi fundada sobre Jesus Cristo, sobre a confissão de Pedro que Jesus Cristo era (e é) o Filho de Deus, o Messias, o Cristo de Deus encarnado. O nosso Salvador não edificou a sua igreja sobre Pedro, mas com referência às palavras de Pedro. Pela leitura de Mat. 18: 18 fica claro que Pedro não recebeu posição mais elevada do que os outros apóstolos. A propósito, sobre quando foi organizada a igreja é importante e significativa a leitura de Mat. 18: 15 - 17 que deixa a forte impressão de que já naquele tempo, nos dias de Cristo Jesus, a igreja tinha normas e operava como uma assembléia soberana: "Se teu irmão pecar contra ti, vai repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não ti ouvir leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja, e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano".
Isto mostra que a igreja tinha já certa organização, e todos podiam contar com o seu próprio fundador - Jesus Cristo que ainda vivia entre eles.
Quando Jesus estava para sair do mundo, ele rogou ao Pai para dar aos discípulos "outro Consolador". (Jo. 14: 16). Esta promessa se cumpriu no Pentecostes (At. 2). Então alguns estudiosos dizem que a igreja foi fundada no Pentecostes.
É importante e significativo notar que o grande crescimento da igreja após o Pentecostes pela atuação do Espírito Santo não quer dizer que a igreja teve início nessa época. O fato revela a sua continuação e seu poder de influência, pela atuação do Espírito em cada novo discípulo. Foi o próprio fundador da igreja que rogou ao Pai a vinda deste outro consolador, para ficar com o seu povo e nele fazer habitação.
De fato, com a descida do Espírito Santo, a quem as autoridades não podiam prender nem matar, muito opera ele nos incrédulos para os convencer "do pecado, da justiça e do juízo', muitos e muitos faziam sua decisão por Cristo, e assim "o Senhor acrescentava à igreja aqueles que iam sendo salvos".
A igreja crescia pelo arrolamento de novos membros pelo batismo: "De sorte que foram balizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas" (At. 2: 11).
Uma importante indagação é sobre as condições para tornar-se membro da igreja. Já temos tocado neste assunto por necessidades outras, mas podemos ser mais específicos.
O primeiro quesito é crer em Jesus como seu Salvador pessoal, e manifestar isto publicamente, perante a igreja em assembléia. A isto chamamos pública profissão de fé crível. A sinceridade desta profissão de fé a igreja não discute, simplesmente aceita, se ela não ferir o conjunto daquilo que a igreja crê, divulga e defende.
Segue à profissão de fé o batismo. O batismo é um compromisso do crente com a igreja local, constituindo, assim a única porta de entrada do novo crente para a igreja local.
A profissão de fé inclui fé em Jesus Cristo como único, eterno e suficiente Salvador, Senhor, Filho de Deus (Mat. 16:16 - 18). Há nisto o pressuposto de salvação, regeneração, novo nascimento (At. 2: 47). Os crentes eram salvos e acrescentados à igreja. Não eram acrescentados à igreja a fim de serem salvos.
O Batismo é em nome da Trindade (Mat. 28: 19; At. 10: 47, 48). Cada um foi batizado, professando a doutrina que Cristo ensinou e os apóstolos continuaram ensinando (At. 2: 42). Eles viviam firmes continuamente, na doutrina dos apóstolos. Eles viviam de acordo com as Escrituras.
A fidelidade do crente à sua igreja envolve seu cuidado e interesse em relação à doutrina, mas também sua freqüência aos cultos regulares da igreja. Em tudo o Senhor seja louvado pela igreja. |