Amor: a marca cristã |
A vocação do cristianismo é para o crescimento. Esta sempre foi a preocupação de seu fundador, Jesus Cristo, quando comissionou e enviou seus discípulos a levar sua mensagem a todos os povos (At.1.8). A igreja primitiva tinha esta missão em mente e buscou realizá-la na dependência do Espírito Santo, sabendo que a autoridade de sua mensagem dependia da vivência, comunhão e capacidade de demonstrar amor. O amor fraterno deveria ser a marca registrada dos seus discípulos. Desta forma, esta “nova” diretriz chama a atenção para a qualidade da vida da igreja, apontando para um padrão ressaltado no Novo Testamento, a saber, o amor. Não adianta nada ter os “templos” repletos, as igrejas “ativas” em seus mais variados programas, por mais edificantes que sejam, se nos faltar este elemento essencial do cristianismo – o amor. Paulo afirma que tudo, absolutamente tudo, perde o sentido quando há ausência do amor (I Cor. 13). Um aspecto comum a este tempo tem sido o esfriamento das relações. O homem moderno e/ou contemporâneo superficializou seu comportamento. Instituições, valores e princípios, antes tidos como de fundamental importância, perderam prestígio e aquilo que era constituído para durar, tornou-se descartável. A palavra compromisso não tem o mesmo peso; no seu lugar entraram outras, tais como ficar, balada, onde as relações são superficiais. O cristianismo também sofre deste mal. A superficialidade das relações afeta, até mesmo, a relação com Deus, sua igreja e missão, tomando conta de muitos, esfriando o comprometimento, a dedicação e impactando cada vez menos a sociedade. O cristianismo cresceu e a sociedade não melhorou. O mundo piora cada vez mais não obstante a mensagem cristã tenha ecoado de maneira extraordinária. Como cristãos, somos orientados a amar uns aos outros, e até mesmo os inimigos e que esta seria a marca cristã. A despeito de tudo que se fala na mídia a respeito do amor, esta é u ma enfermidade de nosso tempo – carência de amor. Diante deste fato, a igreja de Jesus Cristo, é chamada, como comunidade de amor, a vivê-lo de forma efetiva e prática. Nossas ações precisam ter esta marca da pureza do reino. Precisamos desenvolver mecanismo que expressem amor a todos e, em especial, àqueles que se encontram necessitados de atenção (enfermos, carentes, etc.). Uma igreja amorosa é aquela que está atenta as necessidades dos outros. Que recebe a todos em igualdade não fazendo acepção. O amor libera tanta imaginação e criatividade que o tédio, a falta de participação e a apatia não têm lugar. Em apocalipse 2.4-5 encontramos esta recomendação: “Tenho contra ti, porém, o fato de que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta às obras que praticavas no princípio...”. O primeiro amor é um amor que arde como o fogo do entusiasmo e da paixão. As pessoas que recém conheceram a Jesus, em geral, irradiam este amor, até que muitos são contaminados e se habituam a assumir atitudes negativas, murmuradoras e críticas. A orientação é para dar meia volta e voltar às práticas do inicio da vida cristã onde o fervor, dedicação, simpatia, visão do outro eram constantes. O caminho de volta ao primeiro amor é o caminho do retorno ao próprio Deus. Quem quer aprender a amar precisa saber quem é Deus por que Deus é amor. Só poderemos de-marcar nossas vidas e daqueles que nos cercam à medida que a vida de Deus esteja em nós, pois “quem permanece em amor permanece em Deus, e Deus nele” (I Jo.4.16b). Só a presença divina em nossas vidas nos permite viver de forma marcante o amor de Cristo que nos constrange. O amor é Deus se apresentando, se dando, a si mesmo, em nós e através de nós. |
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Pr. Wagno Alves Bragança |